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A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu, nesta quarta-feira, aumentar a taxa de juro de referência de 1,25% para 1,5%, a terceira medida de subida do preço do dinheiro assumida pela autoridade monetária norte-americana em 2017. Um comunicado da instituição refere que a decisão foi influenciada pelo desempenho positivo do mercado de trabalho, com o emprego a crescer e a taxa de desemprego a registar uma redução, a atingir 4,1%, o valor mais baixo dos últimos 16 anos, em resultado do ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos. Sobre a inflação, a Reserva Federal considera que deverá manter-se abaixo da meta de 2% no curto prazo, mas com a previsão de que deverá estabilizar em redor daquele objetivo no médio prazo.

O comportamento da economia norte-americana deverá ser mais positivo do que aquela que era a perspetiva até agora, o que sustenta a expetativa atual de que a melhoria do mercado de trabalho, que já era esperada, registará um reforço. A previsão de crescimento para o próximo ano foi revista em alta e a Reserva Federal mantém a convicção de que deverá proceder a três aumentos da taxas de juro de referência durante o próximo ano, com o objetivo de manter o ritmo de crescimento dos preços dentro dos limites.

O Federal Open Market Committee tomou a decisão de subir a taxa de juro e adotar uma política monetária mais restritiva por sete votos contra dois, no mesmo dia em que foram divulgados os dados mais recentes relativos à inflação nos Estados Unidos. Os números oficiais referem que o ritmo de crescimento dos preços no consumidor, excluindo energia e alimentação, se fixou em 1,7% nos 12 meses terminados em novembro.

O impacto negativo dos furacões e da reconstrução perturbaram a atividade económica, o emprego e a inflação nos meses mais recentes, referiu a Reserva Federal, mas adiantou que estes fatores não alteraram as previsões para o conjunto da economia norte-americana. “Os riscos de curto prazo para a economia parecem equilibrados, mas o committee está a acompanhar de perto os desenvolvimentos na inflação”, adianta o documento divulgado pela autoridade monetária.

As novas previsões apontam para um crescimento de 2,5% na economia dos Estados Unidos em 2018, uma revisão em alta na comparação com a projeção anterior que apontava para 2,1%. No longo prazo, a previsão para a taxa de crescimento permaneceu em 1,8% e os analistas consideram que esta circunstância poderá sinalizar que a Reserva Federal tem dúvidas sobre o impacto que o pacote de medidas de alívio fiscal defendido pela administração Trump poderá ter na atividade.

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