Fábio Coentrão tornou-se de forma inadvertida notícia por altura do Natal, com uma fotografia que correu mundo mas que, afinal, queria apenas respeitar uma tradição da sua terra, Caxinas. O lateral foi notícia no final de 2017 e já se sabia que seria também a abrir 2018, no regresso à Luz: na primeira vez que defrontou o Benfica, clube que representou antes de se transferir para o Real Madrid, foi uma das figuras centrais do dérbi.

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Depois do caso das 30 mil cartolas na passagem de ano no Terreiro do Paço, em Lisboa, houve a festa da cartolina na Luz, com os adeptos encarnados a não pouparem o agora jogador do Sporting (por empréstimo dos merengues) em todas as ocasiões em que se chegava mais à linha para marcar uma falta ou efetuar um lançamento. Em dois momentos, um na primeira e outro na segunda parte, Fábio Coentrão chegou mesmo a cair no relvado, não se percebendo ao certo o que se teria passado nas duas situações ou se tinha sido atingido por outro objeto.

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Certo é que, no “jogo jogado”, o internacional português acabou por ser uma das principais figura dos leões, que fizeram uma exibição abaixo da bitola normal sobretudo do meio-campo para a frente: além de ter ganho muitos duelos com Salvio, o opositor direto, ainda tentou criar superioridade numérica na frente com Acuña, conseguindo ter intervenção direta no golo leonino, com o cruzamento que origina o golo de cabeça de Gelson Martins.

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Houve ainda um lance curioso logo no arranque da partida: após um cruzamento largo da esquerda que atravessou toda a área, André Almeida fez falta sobre Coentrão e acabou a bater com a mão no símbolo das águias. Mais tarde, o lateral, já perto do intervalo, o esquerdino voltou a estar em foco num lance onde os encarnados ficaram a pedir grande penalidade por alegada mão do jogador que o vídeo-árbitro não considerou falta.