A Seedrs, plataforma luso-britânica de crowdfunding (financiamento coletivo), gerou investimentos superiores a 140 milhões de euros em 2017. As 168 campanhas reuniram apoios de mais de 1.200 investidores e apostaram em 17 setores diferentes de atividade, informou a empresa esta segunda-feira em comunicado. As cinco startups portuguesas que recorreram à Seedrs captaram 1,4 milhões de euros.

Entre as maiores campanhas do ano passado, encontra-se a app de pagamentos Revolut, que levantou mais de quatro milhões de euros junto de mais de 4.200 investidores, a fabricante de motas elétricas Bolt que captou 3,2 milhões de euros junto de 2.400 investidores ou a app de trading Bux que atingiu o objetivo de financiamento em apenas 24 horas.

Considerado “o melhor desde o lançamento”, em 2017 a Seedrs superou a barreira dos 330 milhões de euros investidos em campanhas, que financiaram mais de 590 negócios desde o lançamento da plataforma.

“Estou entusiasmado com o crescimento e evolução da empresa nos últimos doze meses. Desde campanhas recorde com mais de 4.000 investidores ao lançamento de novos produtos pioneiros, 2017 foi um ano excelente para a Seedrs”, afirmou o presidente executivo Jeff
Kelisky.

Para 2018, a Seedrs acredita que as tendências que vão marcar o ecossistema das startups são a blockchain (protocolo que permite transacionar moedas virtuais na web sem intermediários e sob anonimato), o desenvolvimento da cibersegurança para proteger dados ou os negócios com preocupações de sustentabilidade.

Em dezembro, a sociedade portuguesa pública de capital de risco, a Portugal Ventures, anunciou uma parceria com a Seedrs que vai permitir que invista até 1,25 milhões de euros em empresas que procurem financiamento na plataforma de crowdfunding.

A Seedrs é uma das principais plataformas de financiamento coletivo, permitindo que indivíduos e instituições invistam a quantidade de capital (em euros ou libras) que desejarem em empresas, através das campanhas que estas disponibilizam online. Recentemente, a Seedr também criou um mercado secundário para negociar ações de empresas financiadas através da plataforma.

Foi a primeira plataforma a nível mundial a ter a atividade autorizada e regulada, especificamente pela Financial Conduct Authority no Reino Unido, e recebeu autorização da entidade supervisora britânica para operar em qualquer país da União Europeia. Tem escritórios em Lisboa, Londres, Nova Iorque, Amsterdão e em Berlim.
milhões de euros.