Correr, até se corria. E muito. Mas sem ordem. E o primeiro remate só ao minuto 15. Marega arranca em velocidade meio-campo adentro, ultrapassou toda a gente em slalom e rematou cruzado logo que entrou na grande área. Renan segurou à segunda. Pouco depois, volvidos dois minutos, o Estoril chegou ao primeiro golo. O livre era sobre a direita, quase um canto “curto”. Eduardo Teixeira, a canhota de Eduardo Teixeira, bateu-o em arco, não cruzou, procurou (com intenção) o poste mais distante e, assim, surpreendeu José Sá. A bola entrou na “gaveta”.

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Estoril-FC Porto, 1-0 *

Estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira

Árbitro: Vasco Santos

Estoril: Renan Ribeiro; Joel (Aylton, 30’), Wesley, Pedro Monteiro e Abner; Evangelista, Pedro Rodrigues, Kyriakou e Eduardo; Victor Andrade e Bruno Gomes

Suplentes não utilizados: Moreira, Duarte, índio, André Claro e Jorman

Treinador: Ivo Vieira

FC Porto: José Sá; Maxi, Felipe, Reyes e Alex Telles; Danilo, Layún e Herrera; Marega, Ricardo e Aboubakar

Suplentes não utilizados: Casillas, Marcano, Hernâni, Oliver, Corona, André André e Soares

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Eduardo Teixeira (17’)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Reyes (16’)

* Jogo suspenso ao intervalo

O empate quase surgia ao minuto 24. Quase. Layún descobre Ricardo nas costas da defesa do Estoril, o lateral (feito extremo esta noite) cruza e Aboubakar desvia na pequena área. Renan defende — o remate do ponta-de-lança, verdade se diga, é à figura do guarda-redes do Estoril. Aboubakar é já o “líder” da Liga em ocasiões flagrantes falhadas: 11.

Até final, uma ameaça para cada lado. Primeiro do lado do Estoril. O livre à esquerda de Eduardo Teixeira é cortado pela defesa portista. Mas é cortado para a entrada da área e para Kyriakou. O cipriota rematou de primeira e errou por alguns palmos (poucos) o alvo. José Sá “nem a via”. Isto ao minuto 43. Ao 46, canto de Alex Telles à direita, Marega salta a meias com Reyes (ninguém do Estoril saltou com os portistas) na grande área e cabeceia à barra.

Assim chegaria o intervalo. E durante o intervalo, outra ameaça — até ver, só o Estoril é que as consumou. Agora na bancada e não no relvado. A bancada norte (onde estava a claque do FC Porto, por exemplo) teve um abatimento e os adeptos tiveram que ser retirados para o relvado.

Os jogadores aguardavam no túnel a ordem para regressar ao relvado e retomar o jogo. Mas o tempo avançava e, mesmo depois de alguns adeptos terem regressado à bancada em questão, o jogo não se retomou. Em comunicado o Estoril explicaria: “Depois de reunidas as entidades do Estoril Praia, FC Porto, Liga Portugal e Forças de Segurança, entendeu-se não estarem reunidas as condições de segurança para que o jogo prossiga”.

Até ao final desta segunda-feira ainda não era conhecida nova data para o jogo retomar.

Certo é que o Regulamento de Disciplina da Liga prevê a sanção de derrota para o clube visitado (no caso, o Estoril) quando a falta de condições no estádio possa ser imputada ao mesmo. É isso que explica o ponto 4 do artigo 94.º: “Quando um jogo oficial não se efetuar ou não se concluir em virtude do estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante (…) e com a sanção de reparação à Liga e ao adversário das despesas de arbitragem, de delegacias, de organização e do valor da receita que eventualmente coubesse ao adversário”.