Pela segunda jornada consecutiva, o Sporting voltou a perder pontos, agora em Alvalade. Frente ao Arouca, os leões desperdiçaram uma vantagem pela 18.ª vez com Rui Borges, desta feita de dois golos, com a vitória a escapar depois da expulsão de Zeno Debast e do penálti cometido por Eduardo Quaresma, já na ponta final do jogo. Os dados estatísticos mostram ainda que esta foi a quinta ocasião em que os verde e brancos, com o transmontano, não conseguiram segurar uma margem de dois golos. Curiosamente, o Sporting não conseguiu vencer em casa o Arouca em três dos últimos cinco jogos entre ambos, sendo esses os três melhores registos dos lobos em Alvalade.

Há dias em que nem o paraquedas salva a autosabotagem quando um leão se veste de lobo (a crónica do Sporting-Arouca)

Para se encontrar três empates do Sporting ao cabo de sete jornadas é preciso recuar até à temporada 2014/15, quando a turma de Alvalade terminou no terceiro lugar do Campeonato, a nove pontos do Benfica e a seis do FC Porto, tendo conquistado a Taça de Portugal. O treinador na altura era… Marco Silva. Esta foi ainda a 60.ª jornada consecutiva do conjunto sportinguista a marcar e a 106.ª jornada com golos na casa do leão. Destaque ainda para Maxi Araújo, que completou o centésimo jogo depois de se ter estreado em Arouca, em setembro de 2024, e para Gonçalo Inácio, que marcou em todas as sete temporadas que tem como sénior. Já Luis Suárez marcou pelo sexto jogo consecutivo e vive a melhor série no Sporting.

“Houve um jogo até à expulsão e um jogo depois da expulsão. É tão simples quanto isso. Até à expulsão controlámos o jogo, fomos pressionantes e tentámos ser sempre pressionantes. Fizemos dois golos e podíamos ter feito mais. Na segunda parte entrámos muito bem no jogo e podíamos ter aumentado o resultado, mas não conseguimos. Após a expulsão o jogo mudou. A expulsão mudou logo o jogo. Tínhamos de saber sofrer um pouco. O Arouca é bastante dinâmico naquilo que é o seu processo ofensivo e acabou por entrar no jogo com o penálti. Até aí estávamos com o bloco mais baixo, mas a controlar o jogo, sem termos tanta posse de bola, como é lógico. Com menos um jogador, contra uma equipa que gosta de ter bola e consegue ter muito bem a bola… O penálti meteu o Arouca no jogo e depois acabaram por ser felizes no empate”, começou por analisar Rui Borges à SportTV.

“Com dez não podíamos ser tão pressionantes como éramos, nem nada parecido. Não tem a ver com tração atrás. Tentámos meter jogadores que nos dessem alguma condução, alguma saída, qualidade com bola e refrescar a equipa, acima de tudo. É natural que não tivéssemos tanta bola e que não fôssemos tão pressionantes, porque estávamos com menos um jogador a jogar contra uma boa equipa quando tem a posse, ainda para mais com mais um elemento. O empate não tem a ver com as substituições. Contestação? É normal que se sintam assim. É natural que não estejam felizes nem contentes. Estamos numa equipa grande, queremos ganhar os jogos e queremos lutar pelo Campeonato. O que é certo é que já perdemos seis pontos e é natural a insatisfação, tanto dos adeptos como a nossa. É de todos. Sinto-me muito honrado com aquilo que sou, com a pessoa que sou, com o treinador que sou e feliz com o trabalho que tem sido feito pela nossa equipa técnica. Pausa? Fico sem jogadores…”, concluiu o treinador.