Homossexualidade

Adolfo Mesquita Nunes assume homossexualidade em entrevista ao Expresso

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O vice-presidente do CDS andou sempre a recusar entrevistas de vida porque não gosta de se expor. Como aceitou falar da sua vida, afirma que não tinha que esconder a sua orientação sexual.

Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS

Paulo Spranger

Diz que já tinha falado sobre isso quando, na campanha, escreveram “gay” num cartaz e deu ordens para que não fosse substituído. Mas que só agora o assume abertamente porque é a primeira entrevista de vida que dá. Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS, fala na sua orientação sexual, assume que é homossexual e não se considera mais corajoso por isso.

Na primeira entrevista de vida que dá ao jornal Expresso, e que é publicada na edição deste sábado, o também vereador da Câmara da Covilhã conta que já em campanha, quando era habitual mudarem-se cartazes vandalizados, recusou substituir um em que alguém escreveu “gay”. Estava localizado num cruzamento muito movimentado e durante vários meses passou por lá e viu a inscrição. Mas explicou à sua equipa que não iria mandar retirar, porque a acusação não era falsa.

Mais tarde, num comício, voltou ao tema para mais de 400 pessoas. Disse que se fosse uma “calúnia”, se lhe chamassem “corrupto”, por exemplo, que mandaria retirar, mas como era verdade não o faria. O jornalista pergunta-lhe, também, se assumir a homossexualidade é um “ato de coragem”. Adolfo Mesquita Nunes responde que não e que “para hoje alguém estar confortável com a sua orientação sexual houve muita gente com uma coragem infinitamente superior”.

[“Estou-vos muito grato por me aceitarem como sou” – veja no vídeo os excertos mais marcantes do discurso de Adolfo Mesquita Nunes na Covilhã “a desafiar o preconceito”]

Admite que fala nisso porque faz parte da sua vida. “É algo que faz parte de mim e com que convivo perfeitamente e com naturalidade”, diz. Embora ressalve que não gosta da exposição que a vida política lhe dá e que por isso tenha, até agora, recusado dar entrevistas de vida.

Na entrevista o dirigente fala, também, da sua família e das suas figuras de referência, de um percurso profissional dividido entre Lisboa e a Covilhã e como foi ser advogado e secretário de Estado do Turismo.

[“Vivo muito bem assim” – veja na íntegra o discurso de Adolfo Mesquita Nunes, onde fala dos grafitis nos cartazes da sua campanha na Covilhã]

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