A Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), em liquidação, vendeu 3.350 toneladas de chapa de aço por um milhão de euros, leiloando na próxima quinta-feira as restantes 4.400 toneladas para a indústria naval, informou este sábado a comissão liquidatária.

O presidente da comissão liquidatária dos Estaleiros de Viana do Castelo, João Pedro Martins, estimou um encaixe até 5,5 milhões de euros com a venda do total de cerca de 15.700 toneladas de aço que se destinavam à construção dos navios asfalteiros para a Venezuela.

Este sábado, segundo um comunicado, a ENVC concretizou uma operação de venda que envolve 3.350 toneladas de chapas de aço para a indústria naval, permitindo um encaixe financeiro superior a um milhão de euros.

“Esta venda é considerada pela EMPORDEF – holding do setor empresarial da Defesa Nacional e acionista da ENVC — uma operação de enorme sucesso que permite amortizar empréstimos contraídos pela ENVC, mitigando a dívida dos Estaleiros ao acionista, ao mesmo tempo que acelera o processo de liquidação da ENVC”, lê-se no comunicado, assinado por João Pedro Martins.

Em dezembro, a ENVC já tinha vendido cerca de 8.000 toneladas, encaixando uma receita “superior a 3,1 milhões de euros” com as chapas de aço.

Assim, ficam por vender 4.400 toneladas de chapas e perfis de aço, estando marcado um leilão para a próxima quinta-feira, dia 22 de fevereiro, que a concretizar-se, concluirá “uma das maiores operações de venda de aço realizadas em dois meses”.

A venda do aço decorre do processo de encerramento daqueles estaleiros públicos, iniciado em 2013 após a subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC ao grupo privado WestSea, concretizada em maio de 2014.

Aquele material destinava-se à construção dos dois navios asfalteiros encomendados, em 2010, pela empresa petrolífera venezuelana PDVSA àqueles estaleiros navais, cuja construção nunca foi iniciada.

Anteriormente, o presidente da comissão liquidatária dos ENVC adiantou à Lusa que o aço agora à venda “tem certificado de origem para indústria naval” e “está em condições de ser reutilizado por outro tipo de indústria, tal como consta da avaliação de qualidade realizada em julho por uma empresa da especialidade”.