BCE

Irlandês Philip Lane desiste. Luis de Guindos será próximo vice-presidente do BCE

O ministro das Finanças irlandês anunciou que a candidatura de Philip Lane será retirada. Espanhol De Guindos fica sozinho na corrida para suceder a Vítor Constâncio na vice-presidência do BCE.

Javier Lizon/EPA

O ministro das Finanças irlandês anunciou nesta segunda-feira que a candidatura de Philip Lane será retirada, pelo que o espanhol Luis de Guindos fica sozinho na corrida para suceder a Vítor Constâncio na vice-presidência do Banco Central Europeu. A decisão será confirmada esta tarde, pelas 16h de Lisboa, em reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo.

Com a desistência do governador do banco central irlandês, Philip Lane, estão reunidas as condições para que Luis de Guindos — atual ministro da Economia espanhol — seja eleito por unanimidade para “vice” da autoridade monetária europeia (que também irá precisar de um sucessor para o presidente Mario Draghi em 2019).

A informação foi avançada por Paschal Donohoe, ministro das Finanças da Irlanda. Donohoe é um dos participantes na reunião do Eurogrupo, um organismo a que Luis de Guindos também pertence desde 2012, por ter a pasta das Finanças públicas (ministro da Economia, em Espanha). Luis de Guindos passa diretamente de um governo para a autoridade monetária, uma decisão invulgar.

Se tudo correr como previsto, Luis de Guindos será o nome proposto amanhã, terça-feira, pelos ministros das Finanças da União Europeia (o Ecofin). A confirmação oficial virá em março, na cimeira de chefes de Estado do Conselho Europeu, e a passagem de testemunho – de Constâncio para De Guindos — acontecerá em maio.

A preferência do Parlamento Europeu e da maioria dos responsáveis no BCE ia para Philip Lane, um economista com larga experiência. Mas, com o apoio da Alemanha e França — e também, entre outros, de António Costa — Luis de Guindos acabou por reunir apoios suficientes para conseguir a nomeação.

De Guindos foi diretor-geral da Lehman Brothers para Espanha e Portugal, um banco de investimento em cujos quadros permaneceu até ao colapso da instituição, em 2008. Continuou no setor privado até que em 2012 passou para o governo de Mariano Rajoy, como responsável pela pasta das Finanças.

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