Acidente ou ação deliberada da mãe são os “cenários principais” das investigações ao caso da mulher que morreu e das filhas que ficaram em estado grave por inalação de monóxido de carbono, em Borba (Évora), segundo a PJ.

Fonte da Polícia Judiciária (PJ) adiantou esta segunda-feira à agência Lusa que as primeiras investigações excluíram a possibilidade de intervenção de terceiros, restando “dois cenários principais”, um deles ter-se tratado de um acidente.

O segundo cenário em investigação pela PJ passa por uma atuação deliberada por parte da mãe, alegadamente com problemas psicológicos, para pôr termo à vida dela e das filhas, explicou a mesma fonte. A mulher de 44 anos morreu e as duas filhas de 8 e 14 anos ficaram em estado grave, no domingo, em Borba, no distrito de Évora, alegadamente intoxicadas com monóxido de carbono, com origem numa braseira, segundo as autoridades locais.

Depois de chamados para a abertura da porta de uma habitação, nos arredores de Borba, no domingo de manhã, os bombeiros encontraram no seu interior a mulher em paragem cardiorrespiratória e as filhas inconscientes.

As crianças foram transportadas para unidades hospitalares de Lisboa e, segundo a PJ, estão fora de perigo e em “franca recuperação”. As operações de socorro mobilizaram os bombeiros de Borba, a GNR e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num total de 23 operacionais, apoiados por oito veículos e um helicóptero.

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