A bolsa nova-iorquina encerrou esta segunda-feira em ordem dispersa, com o Dow Jones Industrial Average a cair, devido ao receio dos investidores com os efeitos de uma guerra comercial, mas com o Nasdaq a fechar em níveis inéditos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o elitista Dow Jones perdeu 0,62% (157,13 pontos), para as 25.178,61 unidades, mas que o tecnológico Nasdaq, ao valorizar 0,36% (27,51), para os 7.588,32 pontos, ganhou o suficiente para estabelecer um novo máximo histórico.

Por seu lado, o alargado S&P500 também fechou em baixa, ao abandonar 0,13% (3,55), para as 2.783,02 unidades.

“Os investidores têm estado agitados. A inquietação é evidente e vimo-la através das grandes empresas exportadoras norte-americanas, como a Boeing, o receio de uma guerra comercial aumenta”, comentou Peter Cardillo, da First Standard Financial.

O fabricante aeronáutico norte-americano perdeu esta segunda-feira 2,91%, no dia do 31.º aniversário da sua entrada no índice Dow Jones, aniversário partilhado com a Coca-Cola, que recuou 0,65%.

“Todas as multinacionais estão sujeitas às ameaças de retorsão”, disse, por seu lado, Art Hogan, da Wunderlich Securities.

A comissária europeia do Comércio, Cecília Malmstrom, disse esta segunda-feira que a União Europeia se defenderia dos que a querem “intimidar” com medidas protecionistas, depois de o presidente norte-americano ter imposto taxas alfandegárias de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio.

Sinal da apreensão nos mercados, o subíndice do S&P500 que agrupa as ações das empresas do setor industrial caiu 1,17%, a perda mais forte entre os 11 setores que compõem o índice alargado.

Tom Cahill, da Ventura Wealth Management, entende, contudo, que “é demasiado cedo para entrar em pânico”, uma vez que as medidas concretas ainda não foram anunciadas.

Entretanto, pouco influenciado pelo contexto, o Nasdaq fixou um novo recorde, com as empresas de tecnologias poupadas por enquanto às inquietações com uma guerra comercial.