Rádio Observador

Beleza e Bem Estar

Depois de lhe terem dito que era “demasiado velha”, Isabella Rossellini volta à Lancôme

1.219

Há 23 anos, deixou de ser a cara da Lancôme por estar "demasiado velha". Agora, a marca francesa de cosmética volta a contratar Isabella Rossellini. A atriz tem 65 anos.

Aos 65 anos, a atriz Isabella Rossellini volta a ser cara da Lancôme, depois de ter sido afastada há 23 anos.

AFP/Getty Images

“Depois de ter sido modelo para uma empresa de cosmética chamada Lancôme, durante 15 anos, pediram-me que saísse, aos 42 anos. Disseram-me ‘é demasiado velha e as mulheres sonham com a juventude, por isso, já não pode representar esse sonho'”, conta a atriz Isabella Rossellini ao programa norueguês Skavlan Talkshow.

Isabella Rossellini forteller om da hun fikk sparken

– They let me go at 42 because they told me I was too old to represent women's dreams. #kvinnedagenIsabelle Rossellini fikk sparken fra et kosmetikkselskap fordi hun var «for gammel». Så fikk hun plutselig jobben tilbake som 65-åring. I morgen kommer skuespilleren, filmskaperen og modellen til oss!

Posted by Skavlan Talkshow on Thursday, March 8, 2018

Durante 15 anos, habituámo-nos a ver a atriz italiana, filha de Ingrid Bergman e do realizador Roberto Rossellini, nas campanhas da Lancôme. Trésor, o clássico da perfumaria, foi até meados dos anos 90 apresentado ao lado do rosto de Isabella Rossellini, que revelou agora ter deixado de trabalhar com a marca por ter sido considerada “demasiado velha” para um público feminino que almejava, sobretudo, juventude. “E, 23 anos depois, agora tenho 65, fui novamente contratada. Provavelmente, os sonhos das mulheres mudaram, certo?”, continua.

Campanha do perfume Trésor com Isabella Rossellini

“Fiquei muito surpreendida quando recebi uma chamada da Lancôme, 23 anos depois, a querer contratar-me outra vez. Pensei: ‘Não fiquei mais jovem. Deixaram-me ir ao 42 porque era demasiado velha para representar os sonhos das mulheres. Vamo-nos encontrar pessoalmente, talvez na cabeça deles eu seja 20 anos mais nova'”, afirma a atriz no mesmo vídeo. A explicação veio de Françoise Lehmann, presidente executiva da marca, como relata Rossellini. “Ela disse que as mulheres se tinham sentido excluídas e rejeitadas e que quer mudar a comunicação e incluir todas as mulheres”, conclui.

Parece que o conceito de beleza já não está só ligado à juventude. O regresso à Lancôme aconteceu em 2016, embora só agora a atriz tenha vindo falar sobre o tema. No final de fevereiro, Isabella Rossellini figurou na campanha solidária da Lancôme, em parceria com a Care, uma ONG que se dedica a resolver o problema da iliteracia feminina em países desfavorecidos. A atriz junta-se assim à lista de embaixadoras da marca, da qual constam Kate Winslet, Penelope Cruz, Julia Roberts, Lily Collins e Lupita Nyong’o e a supermodelo Taylor Hill.

“Brilhar é sinónimo de glamour, elegância e sofisticação, não de anti-idade. A idade é vista como uma doença, mas eu não penso assim. Porquê combatê-la?”, reflete a atriz numa entrevista à Harper’s Bazaar. Rossellini será a cara de Lancôme Rénergie Multi-Glow, um lançamento marcado para o próximo mês. Segundo dados divulgados pela mesma revista, o número de mulheres com mais de 60 anos chegará aos 500 milhões em 2020, 15% da população mundial. É por isso fácil de entender que as marcas de cosmética redefinam as suas estratégias de comunicação e não apenas as fórmulas dos seus produtos.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mgoncalves@observador.pt
Maternidade

Como dói um sonho quando morre /premium

Eduardo Sá

Arrasta-se para o carro. Chora, finalmente. Grita. Geme. Não acredita que nada daquilo esteja a acontecer. E confronta-se com o absurdo de ter um útero a servir de urna quando, antes, ele era só o céu

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)