25 de Abril

Eduardo Gageiro expõe em Aljustrel fotografias icónicas da revolução de Abril

Eduardo Gageiro expõe 40 fotografias da Revolução de Abril, em Aljustrel, distrito de Beja. Poderão ser efetuadas visitas guiadas à exposição às quartas-feiras mediante marcação prévia.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Uma exposição de 40 fotografias icónicas da revolução de 25 de Abril de 1974 tiradas por Eduardo Gageiro, “um dos maiores fotógrafos portugueses”, vai estar patente ao público, a partir de sexta-feira, na vila alentejana de Aljustrel.

Segundo a Câmara de Aljustrel, no distrito de Beja, a exposição vai ser inaugurada na sexta-feira às 18h00 e poderá ser visitada até ao dia 25 de abril nas Oficinas de Formação e Animação Cultural da vila.

A exposição é composta por 40 fotografias icónicas tiradas por Eduardo Gageiro e que “capturaram momentos excecionais”, que decorreram entre 25 de abril, o dia da Revolução dos Cravos, e 1 de maio de 1974 e “iriam determinar o destino” de Portugal.

Das fotografias da exposição, o município destaca uma do capitão Salgueiro Maia a morder o lábio para não chorar de emoção depois de militares do Regimento de Cavalaria 7 se juntarem ao Movimento das Forças Armadas no Terreiro do Paço e a de um soldado a retirar a fotografia de António de Oliveira Salazar de uma parede da sede da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) em Lisboa.

A Câmara de Aljustrel refere que poderão ser efetuadas visitas guiadas à exposição para os públicos escolar e geral às quartas-feiras e mediante marcação prévia.

Segundo o município, Eduardo Gageiro, que nasceu em 1935 em Sacavém, no concelho de Loures, distrito de Lisboa, começou a trabalhar aos 12 anos numa fábrica de loiças na cidade natal, onde “o contacto com pintores, escultores e operários fabris viria a definir o seu olhar sobre o mundo e a vida”.

Foi nessa altura que publicou a sua primeira fotografia e, a partir daí, a paixão pela fotografia levou-o a tornar-se repórter fotográfico no Diário Ilustrado e a colaborar mais tarde com várias publicações. Autodidata, Eduardo Gageiro limitava-se “a fotografar o que sentia: olhares, rostos, a miséria do povo, com grande carga emocional, rompendo com o socialmente instituído” e, por isso, “teve problemas com a PIDE” e até foi preso por causa de uma fotografia que tirou na Nazaré.

“Mas isso não demoveu” Eduardo Gageiro, que enviou, à socapa, fotografias do Portugal profundo para o estrangeiro, que só conhecia o país dos postais turísticos e, “graças a ele, o mundo teve conhecimento do Portugal real”.

Membro de honra de inúmeras entidades estrangeiras de fotografia, Eduardo Gageiro foi editor da revista Sábado e trabalhou para várias entidades, como a agência de notícias Associated Press, a Companhia Nacional de Bailado e a Assembleia da República.

Eduardo Gageiro tem participado em dezenas de exposições individuais e coletivas e as suas fotografias, sempre a preto e branco, estão representadas em inúmeras publicações e reproduzidas em todo o mundo e já lhe renderam mais de 300 prémios.

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