António Chainho, Pedro Jóia e Luísa Amaro são alguns dos músicos que participam no festival “Soam as Guitarras”, que abre na quinta-feira em Oeiras, nos arredores de Lisboa, e que este ano, pela primeira vez, acontece em Évora.

“A ideia do festival, que se realizou pela primeira vez no ano passado, em Oeiras, foi sempre a de acontecer fora dos grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto, e, este ano, além de Oeiras, acontece, para já, em Évora, e estamos a projetar levá-lo ao Norte”, disse esta terça-feira à agência Lusa Nuno Sampaio, programador do festival.

Em Oeiras, os concertos realizam-se nas três freguesias do concelho e, em Évora, o Teatro Garcia de Resende vai ser palco único para os quatro concertos previstos.

O guitarrista José Manuel Neto, que no ano passado editou o primeiro álbum em nome próprio, abre o festival em Oeiras, na quinta-feira, no Auditório Municipal Eunice Muñoz, um concerto para o qual convidou o fadista Pedro Moutinho.

No dia seguinte, António Chainho, embaixador da iniciativa, abre o festival em Évora, com um recital para o qual convidou o músico Rão Kyao, com quem tem colaborado regularmente. António Chainho, apresentado por Nuno Sampaio como “embaixador do som”, abriu no ano passado, em Oeiras, o festival, com um recital, que contou com a participação do músico Kepa Junkera.

Quanto à escolha de Évora, é justificada “pela monumentalidade e a dinâmica cultural” que vive atualmente a capital alto-alentejana. O cartaz em Évora, além de António Chainho, na sexta-feira, inclui Mafalda Veiga, no sábado, José Manuel Neto com Pedro Jóia, no dia 13 e, no dia seguinte, os Dead Combo, sempre às 21h30, e no Garcia de Resende.

Em Oeiras estão previstos nove espetáculos, com António Zambujo em dois concertos no mesmo dia. José Manuel Neto abre, na quinta-feira, e, no dia seguinte, Mafalda Veiga apresenta “Crónicas da intimidade de uma guitarra azul”, no Auditório Ruy de Carvalho, em Carnaxide, e, no sábado, atua, no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, Luísa Amaro, que antecipará alguns temas do seu próximo álbum, a sair ainda este ano.

Luísa Amaro, na guitarra portuguesa, partilha o palco oeirense com os músicos Gonçalo Lopes, clarinete baixo, Heloísa Monteiro, guitarra clássica, Paulo Sérgio, piano, e Leonor Padinha, voz.

Ao lado de “Canto do Rio” e “Verdes Anos”, de Carlos Paredes, Luísa Amaro vai interpretar alguns temas do próximo álbum, designadamente “Maio de 78”, de Jorge Gomes, “Maria Luiza”, de Julio Sagreras, “Milonga”, de Alberto Ginastera, “Nana”, de Manuel de Falla, e “Olympus”, de sua autoria. No domingo, Pedro Jóia, músico que se apresentou no passado com Ney Matogrosso, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, atua na Igreja da Cartuxa, em Caxias.

Pedro Jóia tem colaborado com vários músicos, designadamente os fadistas Ricardo Ribeiro e Mariza e, em 2015, editou o álbum “Pedro Jóia Ao Vivo com Orquestra de Câmara Meridional”.

A programação de “Soam as Guitarras” tem ainda previsto, no concelho de Oeiras, Rita Redshoes, no dia 13, e, no dia seguinte, os Dead Combo, ambos no Auditório Ruy de Carvalho, em Carnaxide.

No dia 14, António Zambujo, com o concerto da noite, no Auditório Eunice Muñoz, já esgotado, realiza um outro concerto, pelas 18h00 na mesma sala no centro histórico da vila de Oeiras.

Norberto Lobo, que editou no ano passado o álbum “Muxama”, encerra o festival, no dia 15, com um recital na Igreja da Cartuxa, em Caxias. Nuno Sampaio afirmou que, “em termos de adesão de público, as coisas estão a correr bem”, tendo antecipado que conta esgotar pelo menos metade dos concertos em cada uma das localidades.