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Castelo Branco

Companhia de Dança Contemporânea de Évora estreia duas criações em Castelo Branco

"Cumplicidades" e "Tristão e Isolda" vão ser apresentadas pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora num espetáculo no Cineteatro Avenida, em Castelo Branco, às 21h30 de 12 de maio.

ARNO BURGI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

“Cumplicidades” e “Tristão e Isolda” são as duas novas criações da coreógrafa Nélia Pinheiro que a Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE) vai estrear, a 12 de maio, em Castelo Branco, foi divulgado esta sexta-feira.

As obras, que vão ser apresentadas num espetáculo no Cineteatro Avenida, às 21h30 de 12 de maio, resultam de uma encomenda feita pelo município de Castelo Branco à coreógrafa Nélia Pinheiro, juntando-se a CDCE como coprodutora.

A coreografia “Cumplicidades”, explicou a companhia alentejana, é uma peça de grupo, interpretada por bailarinos que colaboram com a CDCE, nomeadamente Miguel Ramalho, Fábio Simões, Guilherme Leal e Margarida Belo Costa. Com música original de Custódio Castelo e interpretada ao vivo pelo próprio compositor, a criação conta com figurinos da autoria de José António Tenente e desenho de Luz de Nuno Meira.

“O tempo passa deixando um rastro de saudade. O dedilhar dos dedos nas cordas de uma guitarra como se de um bordado se tratasse. Um bordado de Castelo Branco projetado no movimento dos corpos dos bailarinos, que representa palavras que se entrelaçam repletas de emoção”, resumiu Nélia Pinheiro, a propósito da obra.

Quanto a “Tristão e Isolda”, explicou a companhia de dança, apesar de acolher o título da ópera de Wagner e de estar inspirada “nos momentos marcantes do libreto”, não é uma revisitação daquele clássico. “Mesmo tendo como pano de fundo a temática, a obra desenvolve uma viagem sensorial própria, no Mito, fora da narrativa convencional”, indicou a CDCE.

O projeto, assumiu a companhia, tem como indutores “as grandes questões” que o clássico aborda e que interessam à coreógrafa trabalhar, atualmente, como “a irracionalidade, o desejo, a dependência do ser humano perante o amor, a mulher (uma descida à sua condição feminina e erótica)”.

A criação “observa o corpo feminino como território de expressão, como catalisador de pulsões, reservatório de memórias das diversas partes que o constituem, no vislumbre de uma anatomia onde o gesto surge ligado às onomatopeias, à memória visual, tátil e emocional”.

Em formato de dueto, com os bailarinos Nélia Pinheiro e Gonçalo Andrade, a obra desenvolve “uma proposta de linguagem multidisciplinar” entre a dança, o teatro, a música ao vivo, a arquitetura de cena e “temas que potenciam um discurso contemporâneo sobre a condição humana”.

“Tristão e Isolda” tem excertos musicais de Wagner, articulados com música original do compositor César Viana, sendo as sonoridades contemporâneas interpretadas ao vivo pelo quarteto de cordas João Roiz Ensemble. José António Tenente “assina” os figurinos, enquanto a cenografia e adereços de cena são do cenógrafo Pedro Crisóstomo e o desenho de luz está a cargo do iluminador Nuno Meira.

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