Peniche

Lançado concurso para obras na Fortaleza de Peniche para Museu da Resistência

Foi lançado um concurso de cerca de um milhão de euros para obras de recuperação dos antigos pavilhões prisionais da Fortaleza de Peniche. Empreitada tem um prazo de execução de 180 dias.

Mário Caldeira/Lusa

Autor
  • Agência Lusa

A Direção-Geral do Património Cultural lançou esta sexta-feira um concurso de cerca de cerca de um milhão de euros para obras de recuperação dos antigos pavilhões prisionais da Fortaleza de Peniche, destinados ao Museu Nacional da Resistência e Liberdade.

De acordo com o anúncio, publicado em Diário da República, a empreitada tem um prazo de execução de 180 dias e, como finalidade, “recuperar e valorizar a envolvente exterior e as estruturas do edificado da Fortaleza de Peniche”, no distrito de Leiria.

“É uma obra complexa porque os edifícios prisionais que vão albergar o Museu foram afetados pelas condições atmosféricas, o betão está muito danificado e a empreitada é para tratar da envolvente exterior desses edifícios, portanto coberturas, fachadas e caixilharias”, explicou a diretora-geral, Paula Silva, à agência Lusa.

No final de abril, a Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica, presidida pela DGPC, entregou ao ministro da Cultura o guião para os conteúdos do Museu, que vai ter 11 núcleos temáticos. Na altura, Castro Mendes destacou que o museu terá uma função de evocação e memória da resistência e da luta pela liberdade, mas também de ensinamento e educação cívica das gerações mais jovens, sem memória histórica do que foi o 25 de Abril.

“É preciso conhecer a luta a partir da qual foi possível a madrugada de 25 de Abril”, sublinhou o ministro, comprometendo-se a inaugurar o museu a 27 de abril de 2019, coincidindo com a data da libertação dos últimos presos da Fortaleza de Peniche.

No final de fevereiro, a DGPC tinha lançado um outro concurso, pelo valor de 256 mil euros, para a elaboração do projeto para adaptação dos edifícios da Fortaleza à instalação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, que está em fase de escolha dos concorrentes, de acordo com a DGPC.

O investimento na recuperação da Fortaleza e da respetiva muralha e de instalação do Museu Nacional da Resistência e Liberdade estão estimadas em 3,5 milhões de euros, dos quais três milhões são financiados por fundos comunitários e, os restantes, pelo Orçamento do Estado para 2018.

Em abril de 2017, o Governo aprovou em Conselho de Ministros um plano de recuperação da Fortaleza de Peniche para instalar um museu nacional dedicado à luta pela liberdade e pela democracia, na antiga prisão da ditadura do Estado Novo, destinada a presos políticos.

Em setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche foi integrada pelo Governo na lista de monumentos históricos a concessionar a privados, no âmbito do programa Revive, mas passados dois meses foi retirada, pela polémica suscitada. Em abril de 2017, a Assembleia da República defendeu em plenário, da esquerda à direita, a requalificação e a preservação da sua memória histórica enquanto ex-prisão política da Ditadura.

A fortaleza, classificada como Monumento Nacional desde 1938, foi uma das prisões do Estado Novo de onde se conseguiu evadir, entre outros, o histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal, em 1960, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate ao regime ditatorial.

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Helena Matos
590

Em 1974, politicamente bloqueado, o país aguardava que os militares tratassem do assunto. O assunto era o Ultramar. Em 2019, o país está bloqueado de novo. O assunto chama-se Estado Social.

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