Campeonato do Mundo

Michel Platini admite uma “pequena aldrabice” no Mundial 1998. Organização não queria Brasil-França antes da final

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O antigo internacional francês revelou que o calendário do Mundial 1998 foi feito de maneira a que França e Brasil só se encontrassem na final. Platini era copresidente do Comité de Organização.

Zinedine Zidane, atual treinador do Real Madrid, no momento em que levanta o troféu de campeão do mundo

Michel Platini, antigo internacional francês e ex-presidente da FIFA, confessou a existência de uma “pequena aldrabice” na organização do Mundial 1998, que se realizou em França. Em entrevista à rádio France Bleu, Platini admitiu que o calendário da competição foi composto de maneira a que Brasil e França não se encontrassem antes da final. E foi o que aconteceu, já que as duas seleções jogaram a derradeira partida: e França venceu em casa com um bis de Zidane e um golo de Petit.

Quando organizámos o calendário fizemos uma pequena aldrabice. Se terminássemos em primeiro do nosso grupo e o Brasil terminasse em primeiro do seu, não nos poderíamos encontrar antes da final”, contou Platini, que foi copresidente do Comité de Organização do Mundial 1998.

Em conversa com o jornalista Jacques Vendroux, o antigo número 10 francês explicou que não iam “passar seis anos a organizar o Mundial se não podermos fazer umas pequenas aldrabices”. “Estamos em casa, por isso desenrascamo-nos. Achas que os outros não fizeram o mesmo com os mundiais deles?”, atirou Platini.

Em 1997, Brasil e França eram dois dos oito cabeças-de-série do Campeonato do Mundo a realizar no ano seguinte. No sorteio, os brasileiros estavam na condição de detentor do título e os franceses eram organizadores. De acordo com as regras da FIFA, os cabeças-de-série teriam de ser distribuídos pelos grupos de forma aleatória através de um sorteio: o que aconteceu foi que Brasil e França foram previamente colocados nos grupos A e C, respetivamente.

Zidane, Karembeu e Didier Deschamps só encontraram Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo na final, em Saint-Denis. 90 minutos depois do apito inicial, foi o atual selecionador francês que levantou o troféu.

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