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Espanha

Albert Rivera quer eleições no outono, independentemente do resultado da moção de censura

O Ciudadanos está disposto a negociar com o PP. Se Rajoy não aceitar a proposta negociará com o PSOE. A ideia para ambos é a mesma: ter eleições no outono, depois de aprovado o Orçamento de Estado.

PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/Getty Images

Albert Rivera quer eleições no outono para que se eleja um candidato independente em Espanha. O presidente do Ciudadanos considera votar contra a moção de censura apresentada pelo PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) para derrubar o governo de Mariano Rajoy, líder do PP (Partido Popular), mas apenas para que o presidente do governo espanhol possa sair sem deixar o país em suspenso e para que não seja Pedro Sánchez a ocupar o lugar.

A ideia do líder do Ciudadanos é permitir que o governo de Mariano Rajoy tenha tempo para uma saída ordenada: para processar o Orçamento de Estado e decidir sobre a extensão da aplicação do artigo 155 na Catalunha. Esta proposta surgiu depois da reunião executiva nacional dos Ciudadanos e vai ser apresentada ao líder do PP, noticiou o ABC.

Caso o PP não esteja disposto a negociar, Albert Rivera pondera virar-se para o lado do PSOE, que apresentou a moção de censura, mas com uma condição: que Pedro Sánchez não seja candidato — e, claro, só haja eleições depois da tramitação do Orçamentos de Estado e da extensão do artigo 155.

A moção de censura apresentada pelo PSOE será discutida esta quinta e sexta-feira. O atual governo está em funções desde 2016, depois de um período eleitoral conturbado: depois das eleições de dezembro de 2015 não foi possível formar governo, o que obrigou a novas eleições em junho de 2016.

Para que a moção de censura seja aprovada é preciso que 176 deputados votem a favor, o que será difícil de alcançar com um mapa parlamentar tão fragmentado, refere o jornal espanhol El País. Se considerarmos que todos os deputados do PSOE (84) votam a favor, ainda é preciso encontrar 92 deputados que defendam a proposta. Uma das hipóteses é que os deputados do Podemos (67) e os do Ciudadanos (32) votem a favor. Uma aliança que mostrou no passado (e no presente) ser difícil de conseguir. Uma segunda hipótese é que, além de se apoiar no Podemos, o PSOE consiga o apoio dos partidos nacionalistas e independentistas, incluindo o Partido Nacionalista Basco.

Pedro Sánchez está disponível para receber o apoio dos independentistas, mas não para fazer qualquer tipo de acordo com eles. O Partido Nacionalista Basco está disposto a votar a favor da moção, mas mediante condições a acordar com o PSOE. Certo é que, sem o apoio do PNV ou do Ciudadanos, a moção de censura não passa.

Uma sondagem realizada este mês de maio, coloca o Ciudadanos à frente de todos os outros partidos, com 28,5% das intenções de voto, contra 13,1% dos votos conseguidos em 2016. O resultado das sondagens coloca ainda assim o Ciudadanos atrás do resultado do PP nas últimas eleições (33,03%). O partido no governo cai para 16,8% das intenções de voto nesta sondagem desenhada pela SocioMétrica para o jornal El Español. Para o PSOE e Unidos Podemos são pequenas as diferenças entre a sondagem de maio e as eleições de 2016.

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