A petrolífera estatal angolana Sonangol prevê investir 3.600 milhões de dólares (3.070 milhões de euros) na atividade petrolífera entre 2018 e 2020, os valores mais baixos dos últimos anos, segundo informação governamental enviada aos investidores. De acordo com o documento do Governo angolano, deste mês e ao qual a Lusa teve esta quarta-feira acesso, a petrolífera detida integralmente pelo Estado investiu, em exploração e produção de crude, refinação de combustíveis e transporte e distribuição 4.305 milhões de dólares (3.670 milhões de euros) em 2015.

Esses investimentos caíram para 2.919 milhões de dólares (2.490 milhões de euros) em 2016 e 1.536 milhões de dólares (1.310 milhões de euros) em 2017. Para o mesmo tipo de atividades, acrescidas das operações “não core” do grupo petrolífero, a Sonangol prevê investir este ano 1.836 milhões de dólares (1.560 milhões de euros) e apenas 1.099 milhões de dólares (937 milhões de euros) em 2019 e 651 milhões de dólares (555 milhões de euros) em 2020.

De acordo com o Governo, o investimento a realizar pela Sonangol até 2020 será garantido através da combinação de fundos próprios com empréstimos, “incluindo nos mercados de capitais internacionais”. Só em operações internacionais, o grupo Sonangol conta com participações diretas e indiretas na Puma Energy (27,93%), Millennium BCP (19,5%), Galp (9%) e Carlyle Energy Funds II e III (10% em cada).

Os investimentos da Sonangol em Angola incluem participações em várias instituições bancárias, como o Banco Económico (39,4%), Banco Africano de Investimentos (8,5%), Banco de Comércio e Indústria (1,04%), Manubito (33,3%) e Caixa Angola (25%), além de deter uma quota de 25% na UNITEL, a maior operadora de telecomunicações móveis no país.