França

França aprova lei que proíbe utilização de telemóveis nas escolas. Uma “medida de desintoxicação”

2.732

Foi aprovado esta quinta-feira um projeto-lei que determina a proibição de telemóveis nas escolas da França. Professores também têm novas regras.

NUNO VEIGA/LUSA

As crianças francesas vão deixar de poder utilizar o telemóvel na escola já a partir do próximo ano letivo, depois da Assembleia Nacional ter aprovado, esta quinta-feira, um projeto lei que funciona como “medida de desintoxicação” para os mais jovens.

O presidente francês Emmanuel Macron, cujo partido detém a maioria na Assembleia Nacional, já tinha manifestado durante a campanha eleitoral a intenção de proibir os telemóveis das crianças em creches e escolas primárias e básicas. O objetivo da lei é reduzir as distrações na sala de aula e combater os casos de bullying.

A lei foi aprovada por maioria, ainda que com o voto contra dos republicanos (centro-direita). Segundo esta lei, as crianças não podem utilizar os telemóveis em recreios, nas horas de pausa ou em qualquer local dentro dos estabelecimentos de ensino.

Os apoiantes da lei consideram que a proibição dos telemóveis nas escolas significa que as crianças passam a ter o “direito de se desconectarem” da pressão digital do dia-a-dia. Ao canal LCI, o ministro da Educação afirmou que “ninguém poderá encontrar o seu caminho num mundo tecnológico se não souber ler, escrever, contar, respeitar os outros e trabalhar em equipa”.

“Os telemóveis são um avanço tecnológico, mas não podem monopolizar as nossas vidas”, acrescentou Jean-Michel Blanquer, citado pela Reuters.

Além das crianças, também os professores vão ter novas regras: a partir de setembro não podem utilizar aparelhos eletrónicos nas escolas e universidades francesas.

De acordo com a agência de notícias, mais de 90% das crianças francesas com 12 anos ou mais têm telemóvel. A decisão tomada esta quinta-feira já iniciou o debate no Reino Unido, que pondera seguir as pisadas de Paris.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Imigração

A política da miragem /premium

Helena Matos

Nos anos 70 trauteavam “A África é dos africanos." Agora se pudessem despovoavam essa mesma África para através da imigração alimentarem o activismo do ressentimento.

Imigração

Os “anti-fascistas” histéricos /premium

João Marques de Almeida

Sendo a imigração o maior problema da Europa, desafio os “anti-fascistas” de pacotilha a olhar para as políticas anti-imigração de Macron antes de chamarem fascistas a Salvini e ao chanceler austríaco

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)