Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O ministro da Defesa tenta esvaziar a pressão dos partidos da direita e diz que quaisquer novos esclarecimentos sobre o furto aos Paióis Nacionais de Tancos “só podem ser prestados pelo Ministério Público”. São os procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) quem conduz o inquérito, lembra o ministério de José Azeredo Lopes um dia depois de o CDS ter admitido avançar com um pedido de constituição de uma comissão parlamentar de inquérito ao caso.

A nota da Defesa tem três pontos e em nenhum deles é avançada uma posição sobre a notícia de que há armamento de guerra por recuperar , depois de ter sido furtado dos Paióis Nacionais de Tancos no final de junho do ano passado. “Relativamente à informação vinda a público sobre alegadas discrepâncias entre entidades policiais que investigam o furto de material militar em Tancos, recorda-se, mais uma vez, que o processo de investigação, em segredo de justiça, é dirigido pelo Ministério Público”, começa por referir o ministério.

Marcelo exige “esclarecimento cabal” sobre que se passou em Tancos. Ainda há explosivos por encontrar

Depois, fica afastada a possibilidade de, na audição parlamentar já agendada para esta terça-feira, e que deveria incidir sobre a última cimeira da NATO, o ministro poder esclarecer qualquer dado relativo a este ponto avançado pelo semanário Expresso esta semana. “Os esclarecimentos sobre o andamento da investigação, que todos aguardamos, só podem, portanto, ser prestados pelo Ministério Público”, concretiza Azeredo Lopes.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O ministro também alinha a sua posição com a do Presidente da República, nomeadamente quando no site da presidência foi publicada uma nota, na madrugada de sábado, onde o chefe de Estado defende que “nenhuma questão envolvendo a conduta de entidades policiais encarregadas da investigação criminal, sob a direção do Ministério Público, poderá prejudicar o conhecimento, pelos Portugueses, dessa investigação”.

CDS quer confrontar ministro da Defesa com “informação incorreta” prestada à Assembleia da República

São exatamente essas as palavras que Azeredo Lopes aproveita para concluir o comunicado divulgado este domingo.