Ordem dos Médicos

Ordem dos Médicos solidária com médicos da Maternidade Alfredo da Costa e pede nova política de recursos humanos

A Ordem dos Médicos solidarizou-se com os profissionais da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, e, numa visita ao local, pediu ao Governo uma nova política de recursos humanos e de contratações.

Jose Sena Goulao/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Ordem dos Médicos solidarizou-se esta segunda-feira com os profissionais da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, e, numa visita ao local, pediu ao Governo uma nova política de recursos humanos e de contratações.

O bastonário da Ordem, Miguel Guimarães, com o presidente do conselho regional do sul da Ordem, Alexandre Lourenço, quiseram “estar ao lado dos profissionais” na defesa de que é necessário reforçar o capital humano e “manter a dignidade e capacidade” da MAC, como disseram aos jornalistas, após uma visita à maternidade.

Na semana passada os chefes de equipa de ginecologia e obstetrícia da MAC apresentaram a demissão à administração, em protesto pela falta de profissionais. Teresinha Simões, uma das chefes de equipa, explicou esta segunda-feira aos jornalistas que a posição dos profissionais se deveu à diminuição do número de médicos e alertou que a situação tende a piorar. A médica disse que os chefes de equipa admitem retirar o pedido de demissão “se houver contratações efetivas” e acrescentou que “não serve contratar três ou quatro pessoas”, porque “saíram oito internos” e que “há sete médicos que se vão reformar nos próximos tempos”.

A MAC vai para já ser reforçada com três profissionais, mas tal, segundo Teresinha Simões, “não chega de maneira nenhuma”, nem com outros dois que entrarão por via de concurso. “Não podemos continuar a perder centenas, milhares de médicos, porque a nossa política de recursos humanos tem sido errada e a política de contratações também. Não podemos continuar reféns de um concurso nacional que nunca mais abre, porque entretanto estes jovens médicos tomam outras opções”, alertou o bastonário no final da visita, defendendo que a situação, da MAC e de outros locais, se resolve com “uma política de recursos humanos diferente da que tem sido seguida nos últimos anos”.

Miguel Guimarães garantiu que a situação de falta de médicos não decorre da adaptação à passagem das 40 para as 35 horas semanais de trabalho, mas da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, e alertou para a existência por todo o país de médicos com mais de 60 anos a fazer serviço de urgência. Na MAC, frisou, se os médicos seguissem a lei, a instituição “não tinha capacidade de resposta”.

Questionado pelos jornalistas se o reforço de 54 médicos para o Centro Hospitalar Lisboa Central seria suficiente, Miguel Guimarães disse que “seguramente são necessários mais” e que só na MAC eram precisos mais 10 médicos “no imediato”.

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