Sonae

Dois nomes que não acabam em Azevedo entram na “holding” que controla a Sonae

Pela primeira vez, dois nomes que não pertencem à família de Belmiro de Azevedo vão integrar a Efanor, a "holding" familiar que controla a Sonae. Mas são homens há muito ligados à Sonae.

JOSE COELHO/LUSA

Dois nomes que não terminam em Azevedo vão passar integrar a Efanor, a holding familiar que é acionista com mais de 50% da Sonae SGPS, na sequência das mudanças que estão a acontecer na empresa e que vão levar Cláudia de Azevedo à liderança-executiva da Sonae SGPS. A notícia publicada nesta quinta-feira pelo Público (jornal detido por uma empresa do grupo Sonae) aponta para um cenário inédito: alguém que não pertence à família passa a estar na cúpula da Efanor. Mas os nomes — Ângelo Paupério e Carlos Moreira da Silva — estão, há muito, ligados à história da multinacional portuguesa.

Como já se indicava no comunicado divulgado pela Efanor no dia 17, depois do fecho dos mercados, os dois gestores vão acompanhar Paulo de Azevedo na liderança da Efanor, num novo organograma em que o (ainda) presidente executivo da Sonae SPGS vai passar a ter uma posição mais cimeira e mais ligada à definição da estratégia global. Mas, apesar de serem dois nomes muito próximos da família, a intenção é separar, de forma mais clara, a gestão dos negócios da família da dos negócios do grupo.

Ângelo Paupério está na Sonae desde 1989 e passou pelas administrações de várias empresas, incluindo como presidente-executivo da Sonaecom desde 2007 até à formação da NOS, em 2013. O currículo é de “controller” financeiro, com um pendor para os investimentos tecnológicos e nas telecomunicações. Já Carlos Moreira da Silva, que também é acionista do Observador, tem um perfil mais ligado ao setor industrial — e à Sonae Indústria, uma das empresas do grupo (é, também, dono do grupo vidreiro BA).

Estas são mudanças que, segundo um alto quadro do grupo citado pelo Público, são para “preparar os próximos 20 anos” da Sonae. Mas vêm na sequência da morte de Belmiro de Azevedo, após a qual, segundo a Visão, cada um dos três filhos ficou com 25,11% do capital, mais 10% a dividir pelos três mas destinados aos netos de Belmiro (10% foram para a Fundação Belmiro de Azevedo e os restantes 4% serão ações próprias na empresa).

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