O Conselho de Opinião da RTP recomenda a análise de ações que devem ser promovidas para aumentar as receitas de publicidade e reitera a implementação de uma “cultura de segurança” com destaque para a rádio no caso de catástrofe.

Estas são duas das oito recomendações que constam no parecer dos Relatórios de Cumprimento das Obrigações de Serviço Público de Rádio e Televisão e do Projeto Estratégico 2017 (RCOSPPE 2017), elaborado pelo Conselho de Opinião da RTP a que a Lusa teve hoje acesso.

O Conselho de Opinião (CO) recomenda à RTP que “analise, tendo em conta o devido enquadramento legal, quais as ações que devem ser promovidas para que as receitas de publicidade possam ser aumentadas”, bem como “se valorize e implemente uma cultura de segurança, com especial destaque para a rádio, enquanto instrumento de comunicação com as populações em caso de catástrofe”.

O órgão presidido por Manuel Coelho da Silva reitera também que “se reforce o ensino da língua e cultura portuguesa, através de adequada programação, e se aumente o cuidado no seu uso nas diferentes formas de difusão através da rádio, televisão e multimédia”.

Também recomenda que a RTP “dê cumprimento às obrigações de acompanhamento das emissões por e para pessoas com necessidades especiais” e que, em termos de recursos humanos, “seja desenvolvida uma formação e adaptação intensiva dos trabalhadores existentes, desenvolvendo novas competências nos recursos humanos”.

A promoção de uma programação original, inovadora e em horários adequados destinada aos públicos juvenis e o desenvolvimento de uma “organização mais eficiente e moderna, orientada para a prestação de um serviço com elevados índices de produtividade, com uma cultura de adaptação aos novos desafios setoriais”, lê-se no documento.

No que se refere ao cumprimento do Projeto Estratégico, o CO recomenda “que seja desenvolvida uma visão integrada e, sobretudo, uma avaliação global, que permita um novo ciclo de planeamento, reavaliação e reajuste das métricas inicialmente definidas, em função da ‘performance’ atingida e da alteração das condições internas e/ou externas à empresa”.

O órgão salienta que “algumas das recomendações voltam a ser (re)apresentadas porque se repetem as situações para as quais é chamada a atenção”, apontando que “se repetem, igualmente, alguns erros nos documentos distribuídos e eo envio das respetivas correções à posteriori”.

“Só no que respeita ao Conselho de Opinião, produziram-se, no parecer ao RCOSPPE de 2016, oito recomendações (uma delas sobre o apoio pela rádio às populações em caso de catástrofe), que foram totalmente ignoradas. De facto, apenas uma breve referência a um protocolo com a Autoridade para a Proteção Civil é pouco face ao desejável e à tragédia vivida”, aponta o órgão no documento.

No documento, com quase 20 páginas, o CO aponta ainda “o caso paradigmático da RTP2, que apresenta quebras de audiência que não podem ser consideradas despiciendas e que muito preocupam” o órgão.

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