O rei Mohammed VI pediu no domingo à noite ao Governo de Marrocos que tome medidas de emergência na área social, particularmente na saúde e educação.

Apesar das “conquistas alcançadas (…), tenho a sensação de que algo continua a falhar nas questões sociais”, disse o soberano marroquino num longo discurso que foi transmitido pela televisão e que marcou o 19º aniversário da sua ascensão ao trono. Mohammed VI apontou falhas nos programas de apoio social e proteção social que “se sobrepõem” e “falham por falta de coerência”.

A criação de “um sistema nacional de registo de famílias para se beneficiar de programas de apoio social”, é uma das medidas pedidas pelo monarca, que instou o Governo a “empreender uma reestruturação abrangente e profunda” dos programas existentes.

Marrocos revela flagrantes desigualdades sociais e territoriais, para além de um alto desemprego entre os jovens. Em 2017, ficou em 123º lugar, entre 188 países, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Na sua mensagem, o rei de Marrocos pediu “um impulso vigoroso aos programas de apoio à educação” e uma reformulação do sistema de saúde, que “é caracterizado por desigualdades gritantes e uma fraca gestão”. O discurso foi realizado na cidade de Al-Hoceima (norte do Marrocos), epicentro de um movimento de protesto que agitou o país em 2016 e 2017.