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Lisboa bateu recorde de temperatura desde que há registo. O mesmo ocorreu um pouco por todo o país

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Desde que há medições, nunca Lisboa tinha registado mais de 43ºC. A estação meteorológica do IPMA Gago Coutinho chegou aos 44ºC este sábado e bateu um recorde com 37 anos.

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Miguel A. Lopes/LUSA

Miguel A. Lopes/LUSA

Foi um sábado de recordes meteorológicos em Portugal. Apesar de não se ter batido o recorde de temperatura mais alta registada em Portugal desde que há medições, que foi de 47.3ºC na Amareleja, em 2003, quase um terço (“cerca de 30%”) das estações meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registaram este sábado “extremos absolutos da temperatura máxima”. Isto é, uma em cada três estações nacionais do IPMA nunca tinha atingido valores tão altos. A cidade de Lisboa teve 44ºC como temperatura mais alta do dia, um valor registado na estação Gago Coutinho (perto do Aeroporto Humberto Delgado). Desde que há registo, nunca a temperatura tinha ultrapassado os 43ºC na capital portuguesa. O valor máximo era precisamente de 43ºC e tinha sido atingido em 1981, na estação Aeroporto.

Este foi o dia com as temperaturas mais altas do ano em muitas localidades de Portugal continental. O aumento de temperatura face aos dias anteriores, nos quais já se tinham batido recordes de temperatura, é visível num dado: em Portugal continental, 16 das 96 estações do IPMA superaram os 45ºC de temperatura máxima. No dia anterior, 3 de agosto, só duas estações o tinham feito.

A localidade que atingiu uma temperatura mais elevada em Portugal este sábado foi Alvega, freguesia de Abrantes, Santarém, que chegou aos 46.8ºC. Ficou a meio grau de bater o recorde histórico da Amareleja. Houve outras seis estações a atingir os 46ºC este sábado: Santarém/F. Boa com 46,3 °C, Alcácer do Sal com 46,2 °C, Coruche com 461 °C, Alvalade com 46,1 °C e Pegões com 46,0 °C. Mais de metade (60%) das zonas de medição do IPMA superaram os 40ºC de temperatura máxima.

Também as temperaturas mínimas estiveram muito altas, com mais de 20 estações do IPMA a registarem temperaturas mínimas superiores a 25ºC, dez a registarem mais de 26ºC e três a ultrapassarem os 30ºC. Com temperaturas mínimas de 30,7ºC, Portalegre e Proença-a-Nova foram as estações mais quentes nas horas de menor calor.

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A localidade que registou uma temperatura mais alta na sexta-feira, dia 3, foi Alcácer do Sal, cidade do distrito de Setúbal, que atingiu os 45,9ºC. Era, à data, um recorde nacional deste verão.

Na quinta-feira, dia 2 e agosto, a estação do IPMA mais quente já tinha sido Alvega, mas aí registou-se um valor máximo de 45,2ºC. Castelo Branco (42,2ºC), Odemira (41,9ºC), Anadia (43,8ºC), Nelas (41,3ºC), Coruche (44,pºC), Setúbal (42,6ºC), Alvalade (43,8ºC) e Zambujeira (41,1ºC) registaram todas 44ºC ou menos de temperatura máxima.

Segundo o comunicado do IPMA enviado às redações, a temperatura máxima registada durante o primeiro dia de agosto (quarta-feira, 1), considerado o primeiro dia de calor extremo em Portugal, foi de 42ºC em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora. Já a temperatura mínima mais alta foi registada em Portalegre com os termómetros a chegar aos 22,8ºC.

Porque é que está tanto calor? E onde é que o termómetro vai chegar quase aos 50ºC?

Antes do início do calor extremo em Portugal, os meteorologistas não descartaram a hipótese de os termómetros ultrapassarem os 47,3ºC registados na Amareleja em 2003, até agora o valor mais alto alguma vez registado em Portugal. Na informação veiculada pelo IPMA há dias, podia ler-se que “esta situação meteorológica é comparável à situação meteorológica de agosto de 2003 em Portugal Continental”.

Estas condições meteorológicas, embora extremas, não correspondem por enquanto a uma onda de calor: Fátima Espírito Santo, climatóloga do IPMA, explicou ao Observador que só estamos perante uma onda de calor quando as temperaturas registadas estão pelo menos 5ºC acima da média durante seis dias consecutivos. O comunicado do instituto confirma essa subida acentuada da temperatura, mas o calor extremo só deve ter durado até este sábado.

Ainda assim há que ter cuidados: a climatóloga explica que a definição da climatologia não é ajustada do ponto de vista da saúde e que o calor que se tem sentido é “gravíssimo”. Isso já tinha sido sublinhado num comunicado do IPMA: “De um modo geral, a zona de conforto térmico situa-se entre os 18° e os 26°C (humidade relativa do ar entre 30 e 70%), o calor extremo previsto para o período de 2 a 6 de Agosto originará situação de grande desconforto térmico”. A temperatura deve começar a amenizar a partir de domingo, embora mesmo a partir daí elas rondem os 35ºC ou mais pelo menos até ao final da semana que vem.

11 distritos com alerta vermelho de calor até ao final de domingo

As temperaturas altas que se têm feito sentir em Portugal continental (nos Açores estão uns amenos 27 graus) levaram o IPMA a manter um alerta vermelho (o mais alto numa escala de quatro cores) em 11 distritos até, pelo menos, ao final do dia de domingo.

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