Por alguma razão que ainda não é totalmente clara, aos 76 anos de idade, Paul McCartney aceitou dar uma entrevista à edição britânica da revista GQ para falar sobre as suas aventuras sexuais. Nessa conversa, o cantor, autor, figura incontornável de uma das maiores bandas do século XX arrasta consigo um antigo companheiro de banda de que já se terá ouvido falar: John Lennon. Precisava de fazê-lo? Pode fazê-lo? Há quem diga que sim.

“As histórias nunca contadas de Paul McCartney” foi o título com que a revista embrulhou a conversa. Um dos episódios recordados pelo ex-Beatle — precisamente um que Lennon também protagoniza — é contado assim: “Estávamos em casa do John, éramos uns quantos. E, em vez de nos embebedarmos e de perdermos o controlo, sentámo-nos numa cadeira. Não havia luz e alguém começou a masturbar-se. E começámos todos a fazer o mesmo.”

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Se o grupo ficou por ali a dormir ou não, McCartney não se recorda. Lembra-se de que eram quatro e da estratégia que seguiram para conseguir o entusiasmo necessário para ajudá-los “na missão” daquela tarde. “Gritávamos nomes como Brigitte Bardot! e isso ajudava-nos a aumentar o ritmo”, conta à GQ. Estava tudo a correr bem naquele êxtase coletivo — pelo menos até John Lennon ter gritado o nome do antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

Isso passou-se na juventude, há pelo menos meio século. “Sinceramente, há muitas coisas que fazes quando és um miúdo e agora que pensas nelas não acreditas que aconteceram”, analisa. De qualquer forma, aquela “era uma diversão sem perigo”. “Não fizemos mal a ninguém, nem sequer a Brigitte Bardot”.

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Se, por um lado, faz revelações pessoais — e algumas coletivas —, também aproveita a entrevista para desfazer alguns dos mitos que acompanharam os loucos anos de beatlemania. Por exemplo, aquelas histórias que resistiram aos anos e que contam como os elementos do grupo se juntavam para fazer orgias. “Nunca se organizou nenhuma, pelo menos que eu saiba”, garante. “Mas havia encontros sexuais, bastante espirituais, e obviamente também lá estavam as groupies” da banda, acaba por admitir, como que encontrando um meio termo entre o mito e a realidade.

E a história de que, ainda antes de os Beatles serem “os” Beatles, o grupo juntou-se à volta de George Harrison para aplaudir o momento em que, aos 17 anos, o guitarrista perdeu a virgindade? “As histórias dos Beatles transformaram-se em lendas e quando ouço alguma tenho de parar um segundo para pensar se aquilo aconteceu realmente ou não”, diz McCartney.

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Essas histórias, vividas em grupo, fortaleceram as relações entre os elementos da banda. “Partilhávamos e sabíamos de tudo.”

Ah! E também houve aquela noite em Las Vegas, claro. “O nosso agente perguntou-nos se queríamos uma prostituta para cada um. Todos respondemos que sim e eu pedi que me trouxessem duas. Estive com ambas e foi genial. Foi o mais próximo que estive na vida de participar numa orgia, mas penso que no quarto ao lado dois rapazes tinham pedido outra hipótese do menu porque o John não parou de dizer no dia seguinte que aquilo tinha parecido um bacanal”, conta Paul McCartney.