União Europeia

Nova líder da juventude da direita europeia: “Saída de Merkel cria algum desconforto”

A nova líder do YEPP, a organização que junta as principais "jotas" da direita europeia, respondeu a dez questões do Observador em forma de tweet. Lídia Pereira falou de Rio, de Costa e de Merkel.

Lídia Pereira foi eleita, aos 27 anos, a primeira presidente do YEPP

Lídia Pereira é economista, como Rui Rio, e tem no presidente do PSD uma das suas maiores referências políticas. Entrou para a política, tal como o líder social-democrata, através da JSD, e chegou agora a líder dos jovens da direita europeia. Aos 27 anos, Lídia Pereira tornou-se no sábado a primeira mulher e a primeira portuguesa a liderar o YEPP, a estrutura de juventude do Partido Popular Europeu. O YEPP integra 64 juventudes partidárias, incluindo a portuguesa JSD, a Forza Italia Giovani (a “jota” do partido de Berlusconni), a NNGG (a juventude do “PP” espanhol), a Fidelitas (a juventude do Fidesz de Órban), ou os Jeunes Républicains (do partido “Os Republicanos” de Nicolas Sarkozy).

Apelando à capacidade de síntese de Lídia Pereira, o Observador desafiou a nova líder da direita europeia a responder a 10 questões limitada à medida atual de um tweet (280 caracteres). Só em quatro casos não o conseguiu fazer, mas excedeu por pouco o limite proposto. Apesar das respostas telegráficas, defendeu que “ninguém terá dúvidas” que Rui Rio é o melhor candidato a primeiro-ministro que o PSD pode apresentar em 2019. Acusou o Governo de António Costa de “navegar à vista” e de não ter uma “estratégia de longo-prazo”.

Nas mesmas respostas, admite que a anunciada saída de Merkel da política “cria algum desconforto” devido à “incerteza” sobre quem a irá substituir. Em questões como a legalização das drogas leves, a eutanásia e até sobre a permanência de Viktor Orbán no PPE, Lídia Pereira defende-se e dá respostas politicamente corretas, certamente para não ferir sensibilidades das estruturas juvenis que integram a estrutura que  lidera desde sábado. Quanto ao formato, Lídia Pereira foi destemida após o desafio do Observador: “Vamos a isso.”

O que significa haver pela primeira vez uma mulher, e portuguesa, a presidir ao YEPP?

Viktor Órban devia ser expulso do Partido Popular Europeu?

Entre Stubb e Weber qual é o melhor candidato para presidente à Comissão Europeia?

A anunciada saída de Angela Merkel da política é uma má notícia para a Europa?

Rui Rio é o melhor candidato que o PSD podia ter a primeiro ministro?

Como pode a Europa estar na frente da Revolução Digital se no top 15 das empresas de T&I ou nas 15 empresas de internet não há nenhuma empresa europeia?

Como avalia o desempenho do atual Governo português?

As drogas leves devem ser legalizadas na Europa?

É contra ou a favor a despenalização da Eutanásia?

O que pode a líder do YEPP fazer pela juventude em Portugal?

(Nota: Os “tweets” foram criados pela equipa do Observador apenas como forma gráfica de apresentar as ideias de Lídia Pereira e nunca foram publicados na rede social Twitter)

Voltando à história de Lídia Pereira, a nova presidente do YEPP, nasceu em 1991. Licenciou-se em economia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde fez parte do núcleo de estudantes. Tornou-se membro da JSD aos 18 anos, tendo o então líder da “jota”, Duarte Marques, sido o proponente da sua ficha de inscrição. Assumiu as funções de diretora de Relações Internacionais da JSD durante a liderança de Simão Ribeiro e em 2017 tornou-se vice-presidente do YEPP.

Lídia Pereira tirou o mestrado em Economia Europeia pelo Colégio da Europa, em Bruges, e estagiou no Banco Europeu de Investimento, no Luxemburgo. A sua principal referência política é Francisco Sá Carneiro, mas rapidamente acrescenta outro nome: Rui Rio. A jovem foi apoiante do portuense nas últimas diretas e define o presidente do PSD como um “político íntegro”, destacando que trouxe para “a política o que faltava:uma política de verdade, com integridade”. Outra das suas referências é Marcelo Rebelo de Sousa pela sua “genialidade política”, lembrando que foi o atual Presidente que — como líder  do PSD — inscreveu o PSD no EPP, o partido-mãe do YEPP.

A referência política de Lídia Pereira a nível internacional é a chanceler Angela Merkel, que destaca que é uma grande “estadista”, que mostrou a sua fibra com a crise dos refugiados. “Teve a humildade de reconhecer que não sabíamos tudo”, afirma a portuguesa.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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