Família Real Britânica

Príncipe Carlos: “O horror abjeto da escravatura nunca poderá ser esquecido”

Numa visita ao Gana, o herdeiro da coroa britânica reconheceu o papel do Reino Unido no tráfico transatlântico de escravos e falou num "sofrimento inimaginável" que não pode ser esquecido.

Joe Giddens - WPA Pool/Getty Images

O herdeiro ao trono britânico reconheceu, durante uma viagem ao Gana, na África ocidental, que o envolvimento do Reino Unido no tráfico transatlântico de escravos deixou uma “mancha indelével” no mundo, escreve o jornal The Guardian. O discurso feito pelo príncipe Carlos na segunda-feira foi significativo e encarado como um passo para o reconhecimento oficial do papel do Reino Unido durante o período da escravatura.

O Reino Unido aboliu a escravatura em 1807,  mas esteve envolvido no tráfico de escravos durante mais de 200 anos. No discurso, Carlos faz referência ao Castelo de Osu, que originalmente funcionou como um forte dinamarquês para o comércio de escravos, onde se estima que mais de 1.5 milhões de africanos foram forçados à escravidão. Mais tarde, aquando da independência do Gana face ao Reino Unido, em 1957, o castelo tornou-se sede do governo ganense.

O filho da rainha Isabel II declarou que o legado “profundamente injusto” jamais deverá ser esquecido, acrescentando que “a terrível atrocidade do tráfico de escravos e o sofrimento inimaginável que isso causou deixou uma mancha indelével na história do nosso mundo”. “Embora o Reino Unido possa estar orgulhoso pelo facto de, mais tarde, ter liderado o caminho para a abolição deste comércio vergonhoso, temos uma responsabilidade partilhada de garantir que o horror abjeto da escravidão nunca seja esquecido”, continuou.

O príncipe Carlos está numa viagem, juntamente com a mulher, a três nações africanas. A viagem ficará conncluída uma semana antes de Carlos completar 70 anos, a 14 de novembro.

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