Carlos Queiroz

“Não tem sido um percurso fácil”: Carlos Queiroz chegou às 100 vitórias ao serviço de Seleções Nacionais

O treinador chegou às 100 vitórias ao serviço de seleções e partilhou parte dos louros com o Irão. "Mais importante do que as minhas vitórias é a evolução do futebol iraniano", garante Carlos Queiroz.

Para além das quatro seleções que representou, Carlos Queiroz treinou o Sporting, o NY/NJ Metro Stars, o Nagoya Grampus Eight e o Real Madrid

AFP/Getty Images

Portugal, Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Irão. Carlos Queiroz já passou pelo comando técnico de quatro seleções nacionais e é na que orienta atualmente, a iraniana, que vive um dos percursos de maior sucesso da carreira. O treinador português qualificou a seleção asiática para dois inéditos Mundiais consecutivos (2014 e 2018) e para duas Taças da Ásia (2015 e 2019) e é visto no país, onde está desde 2011, como uma espécie de herói nacional. A 16 de outubro, há mais de um mês, Carlos Queiroz alcançou durante um particular com a Bolívia uma marca assinalável: as 100 vitórias ao serviço de seleções nacionais.

O treinador português – que além das quatro seleções principais treinou ainda os sub-16 e sub-20 portugueses, o Sporting, o NY/NJ Metro Stars, o Nagoya Grampus Eight, o Real Madrid e foi ainda adjunto de Mário Wilson no Estoril-Praia e de Alex Ferguson durante dois períodos distintos no Manchester United – já ultrapassou mesmo as 100 vitórias, já que na passada quinta-feira a seleção iraniana bateu Trinidad e Tobago num jogo de preparação, em Teerão. Numa conferência de imprensa na capital do Irão, antes de partir para o Qatar, onde vai disputar outro particular com a Venezuela, Carlos Queiroz comentou o feito atingido em outubro e atribuiu grande parte da responsabilidade à seleção iraniana.

“Não tem sido um percurso fácil, trata-se de algo que me deixa certamente muito orgulhoso e feliz, mas mais importante para mim é referir a forma como estou grato ao Irão e à seleção iraniana pela forma como me ajudaram a alcançar este registo na minha carreira. Este registo só me dá mais motivação e responsabilidade para melhorar todos os dias, para evoluirmos e para podermos alcançar os nossos objetivos na Taça da Ásia que está aí à porta”, disse o treinador de 65 anos, que está atualmente a preparar a seleção do Irão para a Taça da Ásia, que arranca a 5 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos, e que foi nas últimas horas apontado como o grande favorito para assumir o comando técnico da Colômbia.

Quando era selecionador da África do Sul, com Nelson Mandela, em 2000

Sobre o torneio asiático, onde vai encontrar adversários como a Coreia do Sul, o Japão, a Austrália ou a Arábia Saudita, Carlos Queiroz reconheceu que “não será fácil” mas garantiu que irá colocar “toda a experiência ao serviço do futebol iraniano” para alcançar “um lugar de honra” na Taça da Ásia. “Se sabemos as dificuldades que temos, também sabemos quem somos e o que queremos fazer. Em 2011, quando chegámos, parecia o fim do mundo quando um dos jogadores mais importantes não podia representar a seleção. Hoje temos uma equipa consistente, com outra profundidade de soluções em todos os setores”, acrescentou o treinador, para depois voltar a referir que “mais importante do que as vitórias” é a “evolução do futebol iraniano”. “Parabéns aos jogadores e ao futebol iraniano pela fantástica evolução operada nestes anos”, concluiu Queiroz.

Enquanto treinador principal, Carlos Queiroz ganhou o Campeonato da Europa sub-16, com Portugal, os Campeonatos do Mundo de sub-20 em 1989 e 1991, também com a seleção portuguesa, uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira com o Sporting e ainda uma Supertaça de Espanha, com o Real Madrid (para além de ter levado o Nagoya Grampus Eight à final da Taça das Taças Asiática de 1997). O treinador português conquistou ainda três títulos da Premier League, uma Supertaça Inglesa, uma Taça de Inglaterra e uma Liga dos Campeões enquanto adjunto de Ferguson em Old Trafford.

Após cerca de um ano ao serviço da seleção dos Emirados Árabes Unidos – e já depois de ser convidado para treinar a seleção mundial da FIFA e para ser consultor técnico da Federação de Futebol de Moçambique -, Carlos Queiroz aceitou em 2000 o desafio de treinar a África do Sul, que conseguiu qualificar para o Mundial de 2002. Foi o escolhido para substituir Luiz Felipe Scolari na Seleção Nacional em 2008 e conseguiu o apuramento para o Mundial de 2010 (onde Portugal caiu nos oitavos de final diante de Espanha). Chegou ao Irão em 2011 e apurou a seleção asiática para o Mundial 2014, tornando-se apenas o terceiro treinador de sempre a qualificar três seleções diferentes para fases finais de Campeonatos do Mundo.

Repetiu a façanha em 2018 e conseguiu um segundo apuramento inédito para os iranianos: na Rússia, ficou no grupo de Portugal e esteve à beira de surpreender e roubar a vaga nos oitavos de final aos portugueses. No mês passado, Carlos Queiroz chegou às 100 vitórias e é agora o sétimo treinador de sempre com mais resultados positivos ao leme de seleções.

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