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Reações internacionais ao tsunami: Marcelo oferece assistência de Portugal nas operações de resgate

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O mundo começa a reagir ao tsunami letal da Indonésia. Vários líderes oferecem condolências e assistência à Indonésia — Marcelo incluído.

FERDI AWED/AFP/Getty Images

As notícias do tsunami que devastou parte da Indonésia e matou mais de 200 pessoas na madrugada deste domingo rapidamente correram o mundo, merecendo as reações de vários líderes mundiais e personalidades de diferentes áreas.

De Portugal, surgiu uma reação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Numa nota publicada no site da Presidência, lê-se que o chefe de Estado “apresentou as suas sentidas condolências às famílias das vítimas do tsunami que atingiu a costa do Estreito de Sonda, na Indonésia”. As condolências foram enviadas em mensagem ao Presidente da Indonésia, Joko Widodo. A Presidência da República explica ainda que Marcelo manifestou ainda a “disponibilidade portuguesa, no quadro da União Europeia para o auxílio nas operações de resgate”, e acrescentou que está a “acompanhar a eventual presença de cidadãos nacionais na região”.

Também o Governo português, através de um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros, reagiu à tragédia. “O Governo português lamenta profundamente a perda de numerosas vidas humanas e o grande número de feridos, bem como a destruição causada pela erupção do vulcão Anak Krakatoa e pelo tsunami que se seguiu e atingiu as ilhas de Java e Sumatra e, em particular, a região de Pandeglang”, pode ler-se no comunicado. Manifestando “muita tristeza” pelos “trágicos acontecimentos ocorridos na Indonésia”, país que “tem infelizmente sido atingido por graves catástrofes naturais”, o executivo português apresenta “as mais sentidas condolências às famílias das vítimas” e manifesta a sua “total solidariedade para com as autoridades e para com o povo indonésio”.

A reação de Marcelo, e a sua oferta de ajuda “no quadro da União Europeia”, surgiu já depois de o próprio Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ter oferecido a ajuda da União Europeia à Indonésia. No Twitter, o líder da Comissão Europeia escreveu: “Desejo força e coragem para as equipas de resgate que estão a trabalhar, depois do tsunami devastador em torno do Estreito de Sunda na Indonésia. A Comissão Europeia está pronta para dar assistência aos atuais esforços de resgate”. Jean-Claude Juncker escreveu também que tinha ficado de “coração partido” ao saber do tsunami.

Uma das reações mais significativas partiu do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que ofereceu assistência à Indonésia, com que partilha vizinhança no oceano Índico. “Entristecido pela perda de vidas e pela destruição na Indonésia causada pelo tsunami depois da erupção de um vulcão. Condolências às famílias afetadas e desejos de uma recuperação rápida. A Índia está pronta a assistir o nosso vizinho e amigo marítimo”, escreveu o líder indiano no Twitter.

Também o papa Francisco se referiu àquela tragédia na missa deste domingo no Vaticano, lamentando as vítimas e os estragos que o povo da Indonésia tem sofrido por “uma série de desastres naturais”. E deixou um apelo à solidariedade internacional: “Peço que a estes irmãos e irmãs que não lhes falte a solidariedade e o apoio da comunidade internacional”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu aos indonésios que a América está com eles. “Estamos a rezar pela vossa recuperação e pela vossa cura”, escreveu no Twitter, depois de lamentar a “impensável devastação” que se viveu no país

Na Europa, do Reino Unido já reagiu o líder da oposição, Jeremy Corbyn. “Os meus pensamentos estão com as vítimas, os seus entes queridos e todo o povo da Indonésia. Solidariedade com os trabalhadores dos serviços de emergência, equipas médicas e todos os que estão a trabalhar para salvar vidas depois do tsunami que ontem à noite atingiu o Estreito de Sunda”, escreveu o líder do Partido Trabalhista no Twitter. Da parte do Governo, a ministra para o Desenvolvimento Internacional, Penny Mordaunt, garantiu que o Reino Unido está disponível para ajudar a Indonésia se esta pedir apoio internacional.

Em Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez partilhou o seu “pesar e solidariedade com as vítimas e os seus familiares” e relembrou que a embaixada espanhola no país “tem serviços de emergência ativos para os espanhóis que possam estar deslocados na zona”.

Na Alemanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Heiko Maas, deixou palavras de alento aos indonésios: “Notícias horríveis e tristes da Indonésia, onde um tsunami terrível provocou sérios danos e ceifou muitas vidas a noite passada. Os nossos pensamentos estão com as vítimas e os seus entes queridos. Estamos ao seu lado nestas horas difíceis e desejamos-lhes muita força.”

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