PSD

Líder do PSD/Setúbal pede demissão de Salvador Malheiro por “mandar bocas arrogantes”

O enredo começa com a entrevista de Campos Ferreira ao Expresso e as criticas a Rui Rio. Salvador Malheiro chamou-lhe "azelha" no Twitter e Bruno Vitorino pediu a demissão do vice do PSD, no Facebook.

Salvador Malheiro no último Congresso Nacional do PSD

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Luís Campos Ferreira deu uma entrevista ao Expresso que causou indignação a Salvador Malheiro, vice-presidente do PSD, que por sua vez levou Bruno Vitorino, líder do PSD/Setúbal, a pedir a demissão de Malheiro. Na origem desta história estão as críticas que Campos Ferreira, ex-deputado social democrata faz de Rui Rio ao semanário: “Se Rio for autenticamente azelha não pode ser candidato a primeiro-ministro”, disse, acrescentando que “o PSD tem neste momento uma solução interna muito forte para oferecer ao país: chama-se Luís Montenegro”.

As declarações levaram o vice do partido a criticar publicamente Campos Ferreira, convidando-o a explicar as razões que o levaram a sair do Parlamento e afirmando que o ex-deputado prestava, com aquela entrevista, “um grande serviço ao PS, denotando falta de Ética e Lealdade ao PSD, ao qual tudo deve desde 2002”. E ainda pergunta, referindo-se ao facto de Campos Ferreira ter perdido as eleições na sua terra, se “o azelha não será ele”.

Noutra rede social logo ao lado, o Facebook, Bruno Vitorino indignou-se com os tweets de Malheiro e escreveu: “Sou azelha, porque não ganho as eleições na minha terra? Talvez seja. Aqui — no distrito de Setúbal — somos todos. E há muitos anos. Todos os que deram a cara pelo PSD para defender as nossas cores e não à espera de cargos ou benesses”, escreveu. E não se ficou por aqui: “Posso ser azelha, mas ainda consigo perceber que uma equipa numa Comissão Política Nacional deve unir, e não dividir. Deve motivar, e não mandar este tipo de bocas arrogantes, descabidas”. Mais: “Quem diz isto, ou se retrata ou deixa de ser vice-presidente do PSD“.

As declarações de Campos Ferreira já levaram a pedidos de demissão. Nas últimas diretas do partido, o ex-deputado esteve ao lado de Rui Rio e contra a candiadtura de Santana Lopes. Acreditava que o partido devia ser unido, mas diz que agora, com a liderança de Rio, “é evidente” que não está.

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