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O regresso de Pepe: o grupo restrito de “filhos pródigos”, o novo número na camisola e o reencontro com Casillas

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Com o regresso ao FC Porto, Pepe integra um grupo restrito de jogadores que voltaram ao Dragão em janeiro. O central vai usar o número 33 e reencontrar-se com Casillas, com quem jogou em Madrid.

O central jogou no Dragão durante três temporadas e foi campeão nacional por duas vezes

Depois de pouco mais do que uns dias de especulação e sem grande novela a acompanhar, tornou-se oficial: 12 anos depois, Pepe está de volta ao FC Porto e ao Estádio do Dragão, onde passou três temporadas e conquistou dois Campeonatos, uma Taça de Portugal, duas Supertaças e ainda uma Taça Intercontinental. No dia do regresso, depois de ter dito que era um “privilégio voltar a vestir” a camisola dos dragões, o central de 35 anos recorreu às redes sociais para afirmar que a decisão foi “de coração”. “Sempre foi e será com vontade de competir e vencer. Somos e seremos Porto”, acrescentou o jogador.

Cerca de um mês depois de rescindir com os turcos do Besiktas, Pepe junta-se ao plantel azul e brancos após também ter recebido propostas de clubes como o Wolverhampton — que conta com um largo contingente de jogadores portugueses e ainda com Nuno Espírito Santo, que foi colega do central no Dragão — e o Mónaco. Para Pinto da Costa, a decisão do central em regressar ao FC Porto e recusar a Premier League e a Ligue 1 revela “uma determinação” especial. “Felizmente tem uma situação que não o obriga a ser escravo do dinheiro. Vê-se que está feliz e nós estamos igualmente felizes. Tem uma carreira extraordinária. Sentir o carinho que tem pelo clube de onde saiu há 11 anos sensibiliza-me muito. Tenho a certeza de que vai ser muito útil, vai ser um exemplo para os jovens centrais que temos nas nossas equipas. Foi uma boa jogada de todos que o Pepe regressasse ao seu clube do coração”, disse o presidente dos dragões em declarações ao Porto Canal.

Com o regresso ao Dragão, Pepe junta-se a um lote restrito de jogadores que voltaram ao FC Porto no mercado de inverno — e onde também se inclui Sérgio Conceição. Secretário (1997/98), Vítor Baía (1998/99), Sérgio Conceição (2003/04), Lucho González (2011/12) e Ricardo Quaresma (2013/14), todos figuras emblemáticas do clube, voltaram ao FC Porto durante a janela de transferências de janeiro e, de entre os cinco, só Quaresma não conseguiu sagrar-se campeão nacional durante o segundo período ao serviço dos dragões.

O central português junta-se à equipa de Sérgio Conceição numa altura onde a defesa é o setor mais estável dos dragões — Pepe terá de lutar por um lugar no eixo da defesa com os brasileiros Felipe e Éder Militão, atuais titulares indiscutíveis e a dupla de centrais mais eficaz da Primeira Liga. No regresso, o jogador optou pelo número 33, em contraste com o 3 que usou na primeira passagem pelo Dragão e nos dez anos de Real Madrid: algo facilmente justificado por Pepe. “Vou usar o número 33. Gosto do número 3, tive nas minhas épocas aqui o número 3 e marcou-me muito. No Real Madrid também fui o 3. Aqui pude escolher, o número 3 está muito bem entregue ao Militão e eu fico com o 33”, explicou o central, que no Porto reencontra Iker Casillas, guarda-redes espanhol com quem partilhou o balneário do Santiago Bernabéu durante oito dos dez anos que passou no clube merengue.

Além das fotografias do reencontro, partilhadas pelo FC Porto, o próprio Casillas recorreu às redes sociais para dar as boas vindas ao antigo colega de equipa. Pepe assinou por duas épocas e meia e já integrou a sessão de treino desta terça-feira no Olival, já em preparação para a deslocação a Alvalade, no próximo sábado.

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