O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, disse esta segunda-feira, em Braga, que a Taça da Liga é, atualmente, um troféu que todas as equipas querem ganhar.

“É a cicatrização de um conceito. Em 2015, muitos questionavam a existência da Taça da Liga. Revitalizámos esta prova e hoje é uma realidade, é um título que todos querem ganhar. Ter os quatro primeiros classificados da Liga é um sinal inequívoco de que esta competição e conceito vingaram”, disse em Braga, na apresentação da Final Four, que vai ter lugar naquela cidade de 22 a 26 deste mês.

Para 22 de janeiro está marcado o Benfica-FC Porto e para o dia seguinte o Sporting de Braga-Sporting, estando a final marcada, também para o Estádio Municipal de Braga, para o dia 26. O dirigente desejou que “o espírito de fair-play vença e convença” e desvalorizou o facto de bracarenses ou sportinguistas terem menos 24 horas de descanso do que portistas ou benfiquistas para a final. “É isto que acontece nas grandes competições internacionais, os clubes e os jogadores estão preparados, os técnicos preparam tudo antecipadamente”, afirmou.

O presidente da Liga admitiu ainda refletir sobre a calendarização da Taça da Liga: “Se isso for a bem do bem maior, que é o futebol português, para uma maior competitividade interna e externa, claro que essa reflexão será feita”. Os representantes dos clubes presentes na apresentação da Final Four reforçaram a ambição de vencer a competição, sendo que, dos quatro, apenas o FC Porto ainda não conquistou o troféu.

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“Todas as equipas querem vencer os seus jogos e, quando se trata de um troféu, ainda mais. As quatro equipas estão num bom momento, todas têm legitimidade para vencer e nós, FC Porto, iremos fazer tudo por vencer. Queremos estar nos limites para vencer a Taça da Liga e só vencendo o Benfica podemos aspirar a isso”, afirmou o antigo goleador portista Fernando Gomes.

O vice-presidente do Benfica Sílvio Cervan frisou que a Taça da Liga é, para o Benfica, uma competição que o clube “sempre procurou prestigiar e lutou por vencer”. “Este ano temos as quatro primeiras classificadas e será, seguramente, uma competição com muitos adeptos a ver e o Benfica está aqui com o seu quinhão de ambição para vencer a prova. Esperemos que tudo corra bem na componente desportiva, social, cívica e participativa por parte de todos os intervenientes”, afirmou o dirigente encarnado.

Da parte do Sporting, o antigo capitão Manuel Fernandes considerou que, de ano para ano, “tem crescido o interesse das pessoas na Taça da Liga” e que, agora, “todos querem ganhar esta competição”. “O jogo com o Braga? Vi o jogo contra o Portimonense e vi que tem uma equipa que não fica nada a dever aos outros três e o Sporting vai ter que jogar muito para passar à final”, disse.

O CEO da SAD bracarense, Joaquim Baptista, concordou com o adversário, notando que, “atualmente, a Taça da Liga é uma prova apetecível para qualquer clube português”. “Qualquer das equipas poderá ganhar e o Sporting de Braga tudo fará para estar presente na final, respeitando o adversário. O jogo que vencemos ao Sporting para o campeonato já passou e agora vamos ter outro. São jogos completamente diferentes, mas vamos entrar em campo para vencer”, disse.

O presidente da câmara municipal de Braga, Ricardo Rio, frisou que a Final Four é um “momento de celebração do desporto dentro e fora do campo”, sendo um projeto que “extravasa a marca desportiva” por causa dos vários “eventos de natureza cultural e social” e considerou que a Taça da Liga tem agora um “valor muito superior ao que [tinha] quando chegou a Braga”.