O primeiro investimento anunciado do “maior fundo privado e independente português”, como referiu Stephen Morais, sócio responsável pela Indico Partners, foi feito na empresa portuguesa de software de audio Sound Particles. A empresa fundada por Nuno Fonseca vai receber 400 mil euros para “ajudar a entrar num novo nível de ambição global”, como disse o executivo em comunicado.

O que aconteceu com a computação gráfica na indústria cinematográfica está agora a ser replicado a nível sonoro pela Sound Particles – e é uma enorme revolução. Estamos muito satisfeitos por termos o apoio da Indico”, refere em comunicado Nuno Fonseca.

A Sound Particles vende um  software áudio 3D que já foi utilizado em mais de 40 filmes de Hollywood, como “Aquaman”, “Carros 3”, “Batman vs. SuperHomem” ou “Mulher-Maravilha”. Este investimento de 400 mil euros da Indico, em parceria com a REDAngels, tem como objetivo a expansão da Sound Particles a novos mercados, como as indústrias dos videojogos e da realidade virtual.

Stephan Morais, sócio responsável pela Indico, afirma que “a Sound Particles é um software praticamente único mundialmente que é ideal para produzir grandes filmes complexos e cenas de batalha, e por isso é igualmente perfeito para videojogos e realidade virtual”.

O software Doppler+Air da empresa foi nomeado para os prémios da Cinema Audio Society (Associação de misturadores de som de
Hollywood), na categoria de “Outstanding Product” (melhor produto). A empresa foi também uma das finalistas para os prémios científicos da Academia que entrega os Óscares, em 2018.

Este é o primeiro anúncio de um investimento da sociedade de capital de risco Indico Partners, que foi apresentada no início de janeiro. Este fundo conta com mais de 46 milhões de euros para investir em startups tecnológicas que “estejam a dar os primeiros passos ” e “com ambição global”. A Indico Partners, que existe desde 2017, analisou mais de 750 hipóteses de investimento. Este anúncio é o primeiro de quatro investimento já garantidos pelo fundo que quer investir “entre 150 mil a 5 milhões de euros por startup”.