Greve

Governo garante “clima de serenidade” nos blocos operatórios

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A ministra da Saúde disse que "apenas passados alguns dias da entrada em incumprimento" dos enfermeiros em greve o Governo avançou para a medida de requisição civil.

A ministra falou aos jornalistas no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no final de uma visita à unidade, para assinalar o Dia Mundial do Doente

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, defendeu esta segunda-feira um “clima de serenidade” nos blocos operatórios face à greve dos enfermeiros, realçando que a requisição civil decretada pelo Governo visa assegurar esse objetivo.

Acima de tudo, desde o início desta greve, o Ministério da Saúde e os conselhos de administração dos hospitais que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) procuraram que fossem cumpridos os serviços mínimos” nas cirurgias, afirmou Marta Temido.

Em declarações aos jornalistas, em Coimbra, a ministra da Saúde salientou que “apenas passados alguns dias da entrada em incumprimento” dos enfermeiros em greve quanto aos serviços mínimos, o Governo avançou para a medida de requisição civil, mas “apenas proporcionalmente”, tendo em conta as necessidades identificadas nos diferentes hospitais públicos.

Em cada caso, a fixação dos serviços mínimos “é uma decisão médica apoiada pelas equipas dos blocos operatórios”, incluindo as direções de enfermagem, esclareceu. “Não me parece que nos aspetos técnicos haja contendas”, entre os enfermeiros em greve e o Ministério da Saúde, acentuou Marta Temido.

A ministra falava aos jornalistas no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), no final de uma visita à unidade, para assinalar o Dia Mundial do Doente, que terminou com a apresentação do projeto “H2 — Humanizar o Hospital I CHUC”.

Tendo como coordenador João Pedroso Lima, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e diretor da Unidade Intermédia de Gestão de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica do CHUC, o projeto visa sensibilizar os profissionais e o público em geral para a humanização da relação com os doentes.

“Trata-se de um assunto que diz respeito a cada um de nós”, afirmou João Pedroso Lima, depois de uma ação simbólica, à entrada do auditório principal do CHUC, em que dezenas de profissionais se mantiveram algum tempo em silêncio, ostentando um cartaz alusivo ao programa “H2 — Humanizar o Hospital I CHUC”, que alertava para a necessidade de evitar o ruído dentro do hospital.

Importa, na sua opinião, “tentar fazer alguma coisa, mesmo que seja difícil”, para reduzir a produção de ruído nas dependências da instituição, para que todos possam “construir um hospital de futuro”.

“Esta é uma maneira de defender e lutar pelo SNS”, já que, frisou, a tecnologia “não consegue fazer o que fazem os seres humanos”. Para o presidente do CHUC, Fernando Regateiro, “esta é uma forma” de as pessoas “serem estimuladas a fazer melhor e diferente”.

O projeto apresentado esta segunda-feira “daqui a uns anos vai fazer a diferença”, acrescentou o professor universitário.

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