Sophia de Mello Breyner Andresen

Foi uma juíza quem escreveu o poema que se pensava ser de Sophia de Mello Breyner

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Tudo começou com uma publicação que a juíza fez no seu blog para homenagear Sophia. Um leitor terá pensado ser da poetisa e o poema tornou-se viral, sendo até usado para trabalhos académicos.

A juíza, como uma forma de homenagem à autora, publicou no seu blog Cleopatra Moon, um poema intitulado "Sophia de Mello Breyner Andresen"

António Cotrim / Lusa

Depois de vários anos de confusão, já se sabe quem é a verdadeira autora do poema erradamente intitulado de “O Mar dos Meus Olhos”, que se tornou viral como sendo de Sophia de Mello Breyner. E sabe-se agora que tudo não terá passado de um mal entendido. A autora não era Sophia, mas sim Adelina Barradas de Oliveira, uma juíza desembargadora no Tribunal da Relação de Lisboa que escreve poesia nos tempos livres.

Segundo descobriu o jornal Público, tudo começou no dia 2 de julho de 2009, quando se cumpriam cinco anos desde a morte de Sophia. A juíza, como uma forma de homenagem à autora, publicou no seu blog Cleopatra Moon um poema intitulado “Sophia de Mello Breyner Andresen”, assinando no final com as suas iniciais: ACCB. Um visitante do blog terá feito confusão e achou que a autora do poema era Sophia e, por isso, começou a partilhá-lo nas redes sociais, tornando-se viral em várias páginas da internet e até em trabalhos académicos assinados por professores universitários dos cursos de Letras.

Adelina Barradas de Oliveira explicou que o seu objetivo com o poema era apenas homenagear a autora numa data que também é especial para si, por ser o aniversário da filha. “Diga que os tais versos fraquinhos, que nunca poderiam ser da Sophia, são da Adelina Barradas de Oliveira e que foram escritos há dez anos, no dia da morte de Sophia e na data do aniversário da filha da autora do blog onde os encontrou”, disse a autora ao Público.

A juíza quis ainda deixar um recado para acabar de vez com a confusão: “Escrevo por escrever, como quem fuma por fumar, ou vai até à beira do mar para poder respirar e voltar ao trabalho e à rotina do dia a dia. É assim como uma forma de estar sozinha comigo observando o mundo lá fora”.

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