Rádio Observador

Conflito na Síria

Dezoito mortos em bombardeamentos por tropas do regime sírio

Dezoito civis, entre os quais oito crianças, foram mortos desde sexta-feira por bombardeamentos do regime sírio contra a província de Idleb, controlada pelos jihadistas.

Ana Freitas/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Dezoito civis, entre os quais oito crianças, foram mortos desde sexta-feira por bombardeamentos do regime sírio contra a província de Idleb, controlada pelos jihadistas, denunciou este sábado o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Oito crianças, sete mulheres e três homens foram mortos durante os bombardeamentos das tropas fiéis a Baschar al-Assad na região de Idle, no nordeste do país, segundo aquela ONG, que dispõe de muitas fontes no país.

Entre sexta-feira e hoje, centenas de mísseis disparados pelas tropas do regime abateram-se sobre as vilas de Maaret al-Noomane e Khan Cheikhoun, além de outras zonas da região.

As províncias de Idleb e os territórios insurgentes adjacentes são, desde setembro passado, objeto de um acordo turco-russo para uma zona desmilitarizada que permita à região evitar uma vasta ofensiva militar por parte das tropas de Baschar al-Assad, que continua, apesar do estabelecido, a bombardear a região.

Esta província é maioritariamente controlada pelo grupo jihadista Hayat Tahrir al-Cham (HTS), dominado pelo ex-braço sírio da Al-Qaida, que no mês passado perseguiu um grupo de rebeldes apoiados pela Turquia.

A região também é lar de rivais facções rebeldes, bem como de células adormecidas de jihadistas do Estado Islâmico (IS).

O regime de Bashar al-Assad, auxiliado pelos seus aliados russos e iranianos, controla atualmente quase dois terços do país, depois de ter somado vitórias sobre rebeldes e jihadistas.

Impulsionado em 2011 pela repressão do regime aos protestos pacíficos, o conflito na Síria, envolvendo vários atores regionais e internacionais, provocou mais de 360.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

Na província oriental de Deir Ezzor, a aliança árabe-curda, apoiada por uma coligação liderada por Washington, continua a liderar o ataque à mais recente crise do EI na Síria.

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