Rádio Observador

Eleições Europeias

António Costa diz que “há quem sonhe com má votação do PS” nas europeias

735

O secretário-geral do PS, António Costa, apelou ao voto dos jovens nas eleições europeias, salientando que "há quem sonhe com uma má votação".

Paulo Cunha/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral do PS, António Costa, apelou este domingo ao voto dos jovens nas eleições europeias, salientando que “há quem sonhe com uma má votação” dos socialistas no sufrágio de maio.

“É muito importante participar nestas eleições europeias. Não sejamos ingénuos, há quem sonhe com uma má votação do PS nestas eleições europeias para enfraquecer o governo do PS e as políticas que temos vindo a seguir e que têm permitido ter mais emprego, menos desigualdades e mais crescimento económico”, disse António Costa, no encontro “A Tua Geração na Europa”, organizado pela Juventude Socialista, na Biblioteca José Saramago, em Leiria.

O também primeiro-ministro sublinhou que “é para combater a direita” que é necessário “dar força ao PS e ao governo nas eleições europeias para prosseguir estas políticas”.

António Costa destacou ainda que estas “são as eleições onde, pela primeira vez, vão votar os cidadãos que nasceram no século XXI”. Por isso, “não poderiam deixar de ser eleições do século XXI para o século XXI e para a geração do século XXI”.

“É para isso que temos que nos mobilizar e votar na lista do PS. Não é indiferente o que defendemos na Europa. Não é indiferente estarmos na Europa a defender a neutralidade carbónica em 2050 ou estar na direita na Europa simplesmente a propor a redução dos impostos sobre os combustíveis”, exemplificou o secretário-geral.

Esta mensagem tinha também sido passada momentos antes pelo cabeça-de-lista do PS às eleições europeias, Pedro Marques, que alertou que “não votar nas eleições europeias pode fazer a diferença para muito pior, como aconteceu aos jovens britânicos”.

“Os jovens britânicos, que eram profundamente apoiantes da permanência na União Europeia, escolheram não escolher. Muitos deles ficaram em casa e agora estamos metidos nesta situação”, afirmou referindo-se ao ‘Brexit’.

Segundo António Costa, “votar nuns ou noutros na Europa não é a mesma coisa” e “votar no PS é fazer a diferença e fazer a Europa justa, solidária, progressista, da liberdade e da democracia”.

A liberdade e democracia “não são dados adquiridos”, mas “defendem-se e constroem-se no dia a dia”.

“Neste momento, quando há um fortíssimo ataque aos valores democráticos fora da Europa, mas também no seio da Europa, temos que dizer que queremos dar continuidade ao combate que as outras gerações anteriores travaram para que possamos ser livres e viver em democracia”, destacou.

Para o secretário-geral do PS, é preciso mostrar que não é aceitável o “renascimento da xenofobia e a afirmação do racismo, seja relativamente aqueles que já nasceram na Europa ou aquelas que nas fronteiras da Europa procuram refúgio e solidariedade contra a guerra, violação dos direitos humanos ou catástrofes naturais”, acrescentou.

“Queremos uma Europa da liberdade e da democracia e que assenta na dignidade da pessoa humana, seja qual for a cor da pele, o credo ou o seu modo de vida”,

Recordando o papel que os estudantes e as greves por si lideradas tiveram no combate à ditadura, António Costa enalteceu a “grande greve estudantil da semana passada pelo clima”, considerando que “vai não só mudar o país”, como “a Europa e o mundo”.

“Esta juventude tem de estar consciente do enorme poder transformador que tem. O desafio das alterações climáticas é sem dúvida o maior desafio que a humanidade enfrenta. Como costuma dizer o João Pedro Matos Fernandes [ministro do Ambiente], não estamos aqui para salvar o planeta, mas para salvar a espécie humana”, acrescentou.

António Costa adiantou que quando lhe perguntam qual a maior marca dos três anos de governação responde: “termos voltado a aumentar, ano após ano o número de jovens portugueses que frequentam o ensino superior”.

“Quantos mais tiverem acesso ao ensino superior, melhor sociedade e recursos humanos teremos no futuro, e maior liberdade terão os jovens para serem cidadãos ativos e escolherem com maior liberdade o emprego e as oportunidades de emprego que podem ter no futuro”, enumerou.

Sobre as europeias, Pedro Marques acrescentou ainda que o desígnio do PS é que “a Europa volte a governar para as pessoas, para as classes médias e para os jovens europeus”.

À margem do encontro, António Costa confirmou que “já partiram de Moçambique os sete compatriotas que pediram para ser repatriados”.

“O secretário de Estado das Comunidades (Portuguesas) tem feito um levantamento exaustivo e um contacto exaustivo com toda a comunidade. Os meios que enviámos estão a começar a operar no terreno sob a direção das autoridades moçambicanas e todos aqueles que pediram para ser repatriados asseguramos o repatriamento e chegam logo, ao fim do dia”, acrescentou.

Oiça as melhores histórias destas eleições europeias no podcast do Observador Eurovisões, publicado de segunda a sexta-feira até ao dia do voto.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Ambiente

A onda verde na UE e os nacionalismos

Inês Pina
134

Se hoje reduzíssemos as emissões de CO2 a zero já não impedíamos a subida de dois graus centígrados. E estes “míseros” dois graus vão conduzir ao fim das calotas polares e à subida do nível do mar.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)