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Professores inundam escolas com pedidos de informação sobre a reforma antecipada

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Milhares de professores têm enviado às escolas e aos sindicatos pedidos de informação sobre as reformas antecipadas. Os sindicatos dizem que existem docentes disponíveis a perder dinheiro.

A lei de fevereiro permite que um funcionário público com 55 anos possa pedir a pré-reforma. Há entre 40 a 50 mil professores nessas condições, diz Mário Nogueira

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Milhares de professores têm enviado às escolas e aos sindicatos pedidos de informação sobre o acesso à reforma antecipada, avança o Jornal de Noticias na edição desta quarta-feira. “Não há escola que não tenha professores interessados, pelo menos em informar-se”, diz o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

O líder da Fenprof, Mário Nogueira e da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, confirmam ter recebido já várias centenas de pedidos de esclarecimento de professores, existindo até “quem esteja disponível a perder dinheiro”, diz o líder da FNE.

Estes pedidos para mais esclarecimentos foram motivados pela lei publicada a 6 de fevereiro que prevê que um funcionário público com mais de 55 anos pode negociar com a entidade empregadora a saída para a pré-reforma com 25 a 100% do salário. No caso dos professores, esta lei abrange “40%, ou seja, 40 a 50 mil docentes”, diz Mário Nogueira.

O Ministro das Finanças, Mário Centeno diz que ainda não chegaram pedidos de pré-reforma. Mário Nogueira justifica-se ao dizer que “os professores ainda não sabem para quem enviar” o pedido. Vários professores têm também questionado diretamente os diretores das escolas, que têm remetido as questões para a Direção Geral da Administração Escolar que, em resposta ao JN, diz estar a “aguardar a definição de orientações, bem como a regulamentação de procedimentos inerentes à operacionalização dos pedidos”.

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