Uma juíza de um tribunal de menores nas Astúrias, em Espanha, absolveu três estudantes de 15 e 16 anos do crime de assédio moral contra uma das suas colegas, apesar de ter sido provado que estas a chamaram de “careca”, “sidosa” e “nojenta”.

Os factos remetem para o último trimestre de 2017. De acordo com o jornal La Nueva España, sediado nas Astúrias, a juíza deu os insultos como provados mas ainda assim não considerou que estes tivessem sido passíveis de prejudicar a integridade moral da queixosa, que teve de recorrer a acompanhamento psicológico após os repetidos insultos das suas colegas.

A advogada de acusação, Belén González González, vai recorrer da sentença e vai pedir recurso ainda este mês. De acordo com o La Nueva España, a advogado explicou que é contraditório “que a sentença reconheça que se produziram os factos denunciados e, ainda assim, não os considere como assédio”.

A acusação pediu que as jovens que insultaram a sua cliente fossem condenadas a realizar tarefas educativas. “Ao menos que haja um sinal de reprovação, para que não continuem a fazê-lo”, disse.

Já o advogado de defesa, Jaime García Losa, sublinhou a sua convicção que os atos provados não constituem assédio moral, evadindo-se a prestar mais comentários, evocando para isso o facto de o caso envolver menores de idade.