A questão só se põe em outubro, mas o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, já tem para si que não se vai recandidatar à liderança da bancada do CDS. A notícia, que foi avançada esta segunda-feira pela Rádio Renascença, e confirmada pelo Observador, não apanhou os centristas de surpresa na medida em que há uns tempos que Nuno Magalhães tem vindo a partilhar esta intenção.

Na verdade, segundo apurou o Observador, Nuno Magalhães já tinha informado Assunção Cristas desta intenção “há vários meses”, ainda antes do congresso de março de 2018, em Lamego, tendo sido uma decisão assente na ideia de “renovação na política”.

O tema voltou à baila este sábado no âmbito do Conselho Nacional do CDS, que se prolongou noite dentro para aprovar as escolhas da direção do partido para os candidatos a deputados — para as legislativas de outubro. Nuno Magalhães vai voltar a encabeçar a lista do CDS por Setúbal, sendo expectável que se mantenha como deputado, apesar de deixar a qualidade de líder parlamentar.

Nuno Magalhães é, de resto, o líder parlamentar do CDS que mais tempo de manteve em funções (oito anos), pelo que já revela algum “cansaço”. Eleito para aquelas funções pela primeira vez em 2011, proposto por Paulo Portas, Magalhães manteve-se oito anos no cargo, incluindo quatro anos do período conturbado da troika e da governação PSD/CDS, tendo nessa altura feito parelha com o então líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro. E incluindo outro quatro anos já com o CDS na oposição, sob a liderança de Assunção Cristas

Nuno Magalhães foi reeleito líder de bancada do CDS com 100% dos votos

No CDS não se fala ainda de sucessores, na medida em que primeiro é preciso saber que deputados são de facto eleitos. Mas ninguém esconde que os habituées da primeira fila são as hipóteses mais prováveis: Cecília Meireles, Telmo Correia ou João Almeida, por exemplo. Tudo dependerá da vontade do próprio.