Hóquei em Patins

Sporting derrota Benfica e volta à final da Liga Europeia 30 anos depois para defrontar FC Porto

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Sporting vence Benfica numa segunda meia-final da Liga Europeia de hóquei em patins de loucos (5-4) e defronta este domingo o FC Porto no regresso à final da principal prova de clubes 30 anos depois.

Matías Platero marcou dois dos golos do Sporting até ao intervalo no triunfo dos leões no dérbi frente ao Benfica de Valter Neves

Filipe Amorim / Global Imagens

A vitória do FC Porto nas grandes penalidades frente ao Barcelona, na primeira meia-final da Liga Europeia, confirmou que, pela terceira vez nos últimos sete anos, a decisão da principal prova europeia de hóquei em patins iria ser discutida entre duas equipas portuguesas – com o Benfica a surgir como denominador, após ter defrontado (e vencido) o FC Porto em 2013 no Dragão e a Oliveirense em 2016 na Luz. No entanto, esse cenário acabou por ser contrariado, com o Sporting a vencer os encarnados por 5-4 num Pavilhão João Rocha com lotação esgotada e a apurar-se para a final deste domingo (18h).

Naquele que foi o terceiro de quatro dérbis que se irão realizar na presente temporada (empate a três no Campeonato e vitória dos leões por 4-1 na Luz, havendo ainda a meia-final da Taça de Portugal por disputar), o conjunto verde e branco, que quebrou no ano passado um longo jejum de vitórias no Campeonato, voltou a alcançar uma final europeia da principal prova de clubes 30 anos depois da derrota frente aos espanhóis do Noia (7-4 e 3-1), tentando repetir o feito de 1977 quando o Cinco Maravilha com Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento derrotou o Vilanova (6-0 e 6-3).

Depois de um arranque equilibrado, com Girão a somar algumas intervenções que foram mantendo o nulo no resultado, Pedro Gil, desde início o melhor dos leões, aproveitou mais uma transição para inaugurar o marcador com um remate de meia distância aos oito minutos. O Benfica ia tentando jogar em velocidade, lançou a dupla argentina Nicolia-Ordoñez mas nunca contou nesse período com a habitual inspiração das unidades mais adiantadas e acabou mesmo por sofrer o segundo golo por Matías Platero, numa grande combinação com Romero (16′). Logo na resposta, Diogo Rafael conseguiu reduzir num lance que apanhou a defesa verde e branca parada (16′) mas foi o Sporting a mostrar um maior conforto no jogo mesmo perante a subida das linhas do adversário e a chegar ao 3-1 ainda antes do intervalo de novo por Platero com assistência de Pedro Gil, em mais uma transição que até começou com um desvio com a luva de André Girão que lançou o espanhol na frente (23′).

O segundo tempo começou com a equipa de Paulo Freitas a saber gerir a vantagem, com Platero e Henrique Magalhães sempre assegurar uma grande estabilidade ao jogo dos verde e brancos entre oportunidades para os dois lados que se foram sucedendo sem sucesso até aos últimos dez minutos, altura em que o internacional português aumentou para 4-1 com um grande lance individual na área encarnada (41′). O Pavilhão João Rocha, com a maior assistência desde a sua existência (2.987 espetadores), celebrou de forma efusiva aquilo que parecia ser o carimbo final do resultado, a formação leonina “adormeceu”, perdeu alguma intensidade e concentração e permitiu que o Benfica tivesse seis minutos de rompante a empatar a quatro.

Diogo Rafael, num lance em que conduziu bola com demasiado espaço até ao remate de meia distância sem hipóteses para Girão, reduziu para 4-2 aos 43′; Nicolia, numa jogada individual onde conseguiu finalmente fazer uso da sua técnica para ganhar espaço e atirar cruzado, apontou o 4-3 (44′); e Lucas Ordoñez, no seguimento de uma bola onde o Sporting podia ter feito o 5-3 mas Pedro Henriques evitou o golo de Ferran Font, encostou à boca da baliza após assistência de Nicolia para o empate (47′). O jogo partiu, recuperou o seu ritmo frenético e os encarnados aproveitaram esse momento da melhor forma antes de um desconto de tempo que serenou os ânimos e colocou de novo os leões no jogo, chegando ao 5-4 a menos de dois minutos do final com um remate fortíssimo de Romero, jogador que esteve em dúvida até à hora do arranque pelo problema (que chegou a parecer grave) no braço direito contraído nos quartos da Taça de Portugal frente ao FC Porto.

Assim, e apenas uma semana depois do clássico para a Taça de Portugal (8-7 após prolongamento), Sporting e FC Porto irão encontrar-se pela quinta vez na presente temporada com triunfos repartidos até ao momento: os azuis e brancos ganharam a Supertaça (4-1) e o quase decisivo jogo do Campeonato em casa na segunda volta (3-1), os leões venceram as duas partidas em Alvalade para Campeonato (5-3) e Taça. E se já havia a certeza da final 100% portuguesa (a terceira da história) depois do triunfo dos dragões com o Barcelona no desempate por grandes penalidades, fica agora a garantia que uma das equipas irá quebrar um longo jejum: o FC Porto, que ganhou a Liga Europeia em 1986 e 1990, leva nove finais perdidas na competição; o Sporting, que não ia a uma final europeia há 30 anos, venceu pela única vez o troféu no longínquo ano de 1977.

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