O Famalicão, que já assegurou a subida de divisão, venceu este domingo por 3-2 a Oliveirense, em jogo da 33.ª jornada da II Liga portuguesa em futebol, adiando a decisão do título para a última ronda.

Com este resultado, a Oliveirense, treinada por Pedro Miguel, fica à mercê das aproximações do Farense e do Varzim, que ainda vão jogar este domingo e também lutam pela manutenção, enquanto Carlos Pinto, treinador dos minhotos há sete jornadas, carimbou a sétima vitória consecutiva e reduziu para dois pontos o atraso para o líder Paços de Ferreira, que podia ter-se sagrado campeão se os famalicenses não vencessem.

No primeiro jogo em casa depois de ter conquistado a subida de divisão, mas também o último diante dos seus adeptos nesta temporada, o Famalicão mostrou sobretudo eficácia, tendo, na primeira parte, feito três golos nas únicas três vezes que se aproximou da baliza à guarda de Coelho.

Pathé Ciss, aos 20 minutos, após cruzamento de Feliz, inaugurou o marcador e, cinco minutos depois, aos 25, Anderson, com um disparo frontal, fez o 2-0, tendo Walterson assinado o terceiro golo, aos 35.

A Oliveirense, que até começou melhor e, aos 11 minutos, com um remate de Fati, já ameaçava a baliza de Defendi, só conseguiu marcar através de um autogolo, quando Ricardo, de cabeça, enganou os colegas e, após um canto, marcou na própria baliza, estabelecendo, na altura, o 2-1.

Na segunda parte, os famalicenses intensificaram o ataque, mas perderam na eficácia. Fabrício tentou uma série de vezes, mas a bola ‘recusou-se’ a entrar aos 65 e 83 minutos.

No lado oposto, um livre de Sérgio Oliveira esbarrou com estrondo na barra da baliza, aos 81, Agdon também encontrou o mesmo obstaculo nos ‘descontos’, mas João Graça conseguiu quebrar o ‘enguiço’ e marcou o 3-2, a um minuto do fim, aos 90+3.

Os minhotos seguraram a vantagem até ao fim do encontro, que terminou com muitos aplausos, coreografias nas bancadas, ‘volta olímpica’ dos jogadores e invasão pacífica de campo, com cânticos alusivos à subida ao primeiro escalão do futebol português, um feito alcançado 25 anos depois da última passagem.