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Samaris de joelhos, Lage sem voz, a revolta de Coentrão e o mar vermelho em Vila do Conde: o final de um quase campeão

Este artigo tem mais de 2 anos

Samaris terminou o jogo de joelhos com muita coisa a passar-lhe pela cabeça, técnico Bruno Lage acabou sem voz e o mar vermelho ficou à espera da saída do autocarro para uma última saudação.

Fábio Coentrão puxou os calções a Samaris antes de dar um abraço a André Almeida no momento mais "invulgar" do jogo
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Fábio Coentrão puxou os calções a Samaris antes de dar um abraço a André Almeida no momento mais "invulgar" do jogo

Fábio Coentrão puxou os calções a Samaris antes de dar um abraço a André Almeida no momento mais "invulgar" do jogo

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Samaris não teve propriamente um jogo fácil mas voltou a ser um dos melhores do Benfica, tendo mesmo sido protagonista de um momento Monty Python no decorrer da segunda parte com o antigo companheiro Fábio Coentrão: o grego recusou o aperto de mão ao lateral português quando o jogador do Rio Ave se levantava, o adversário puxou-lhe os calções para baixo antes de dar um abraço a rir a André Almeida e o médio voltou a levantar as mãos após nova aproximação como que dizendo que não queria conversas com o vila-condense. Essa foi a imagem que ficou mas o gesto na retina foi outro – após o final do encontro, Samaris ajoelhou-se quase que a agradecer pelo triunfo que colocou os encarnados quase campeões e pelo atual momento.

“Rapharis”, o conceito criado por Bruno Lage que tem uma saúde de Ferro (a crónica do Rio Ave-Benfica)

“Foi uma vitória em mais uma final, já contamos as finais desde o jogo com o FC Porto em que assumimos a liderança. Foi mais uma vitória, mais um passo para nos aproximarmos do objetivo. Foi muito difícil, contra uma equipa muito forte principalmente em casa. Agora temos de manter o foco, manter os pés no chão e ganhar o último jogo”, começou por referir na flash interview da Sport TV antes de recusar qualquer tipo de jogo para o empate (que basta) na receção ao Santa Clara da última ronda: “Empatar? Não, o Benfica não pensa assim, pensa em ganhar. Nem que já fôssemos campeões já agora, queríamos na mesma ganhar o último jogo. Queremos sempre ganhar, seja no Campeonato, nas competições europeias ou nos amigáveis”.

Em paralelo, o internacional helénico que está a mês e meio de terminar contrato com os encarnados explicou também o gesto de cair de joelhos no final do encontro. “Obviamente que foi uma mistura de emoções, acho que foi um ‘desabafo’. Ajoelhei-me porque depois do apito final passaram muitas coisas na minha cabeça, desta época. Foi uma forma de agradecer a minha vida, todos os que me ajudaram. Fico muito feliz pela equipa ter ganho e por ter ajudado Benfica a atingir o objetivo”, disse.

Fábio Coentrão foi o “alvo” principal dos adeptos do Benfica, sendo assobiado sempre que tinha a bola (MIGUEL RIOPA/AFP/Getty Images)

Em contraponto, Fábio Coentrão, jogador do Rio Ave que passou pela zona de entrevistas rápidas, lamentou o lance do segundo golo da anterior equipa. “Vocês viram o que se passou. Acho que voltámos a fazer um bom jogo perante uma boa equipa mas agora estamos no fim do Campeonato, olho para trás e é complicado jogar nestas condições. É complicado. Viu-se no lance do 2-0. É falta evidente, os árbitros não têm coragem de fazer aqui o mesmo que fazem às equipas grandes porquê? É falta, ponto final. Assim é ainda mais difícil mas o nosso futebol está assim, este é o estado do nosso futebol. Só tenho pena de hoje não ter tirado pontos ao Benfica. Tenho muita pena”, comentou o lateral esquerdo, assobiado sempre que tocava na bola.

“O nosso futebol está assim em Portugal. Infelizmente, com muita pena minha. Isto tem de levar uma reflexão muito grande porque assim é muito complicado. Assobios? Estive no Benfica e desde a primeira vez que vesti a camisola que sempre dei tudo pelo Benfica. Trabalhei, dei dinheiro ao Benfica, ajudei o Benfica e eles ajudaram-me a mim. O Benfica que siga a vida dele que eu vou seguir a minha. E não vou falar mais nada porque se não…”, rematou o ex-jogador do Sporting.

Já Bruno Lage, treinador do Benfica que cumpria 43 anos e que foi um dos nomes mais ouvidos por parte dos adeptos, chegou à sala de imprensa quase sem voz (e nos últimos dez minutos bem que gritou para o relvado na tentativa de corrigir alguns aspetos de posicionamento na equipa) mas, antes, assumiu que era impossível imaginar um cenário como o atual quatro meses depois de ter substituído Rui Vitória no comando da equipa principal dos encarnados. “Foi um jogo de doidos, com muitos golos e dificuldades. Tivemos os nossos momentos e o Rio Ave os dele. Pela forma como jogámos, pela entrega e por tudo o que temos vindo a fazer ao longo de quatro meses, fica-nos bem chegar ao último jogo e ter mais uma final para disputar”, frisou.

“Título decidido? Longe disso! Acabámos de falar isso com os jogadores, o mérito do trabalho. Disse-lhes que há quatro ou cinco meses nunca imaginaria celebrar o meu aniversário juntamente com esta família, que é a base de tudo e temos de sentir isto. Agora é um dia de folga para estarem com as famílias e depois virem focados para vencer mais uma final. A ansiedade tem sido normal. Pressão não deve existir, é a oportunidade: eles têm uma vida fantástica, são saudáveis, fazem aquilo que gostam… Não há pressão, há oportunidade de fazer coisas bonitas”, acrescentou, deixando ainda uma palavra aos adeptos que, após o apito final e a saída dos Arcos, encheram a zona perto do autocarro em mais um mar vermelho para uma última saudação.

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