Soflusa

Soflusa em greve parcial esta quinta e sexta-feira pela contratação de mais pessoal

Funcionários da Soflusa já estão a fazer greve às horas extraordinárias. Desta vez, reclamam pela falta de meios humanos. Atualmente, apenas trabalham na empresa 21 mestres.

Paralisação parcial de três horas por turno decorre nos dias 23 e 24 de maio

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Os mestres da Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, vão realizar uma greve parcial, de três horas por turno, na próxima quinta e sexta-feira, pela contratação de novos profissionais, informou esta terça-feira fonte sindical.

A empresa confirmou que vão existir perturbações no serviço nos dias 23 e 24 de maio e que os horários serão divulgados no final da tarde desta terça-feira, na página da Soflusa.

Estes trabalhadores já se encontram a fazer uma greve às horas extraordinárias, no entanto, devido à “falta de profissionais” na Soflusa e aos “constrangimentos” associados, decidiram levar o movimento mais longe e paralisar novamente os serviços, segundo Carlos Costa da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Em 10 de maio, as ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa começaram a ser suprimidas pela falta de mestres, o que levou a empresa a anunciar, quatro dias depois, não conseguir prever quando iria repor o serviço.

Em declarações à Lusa, o sindicalista adiantou que neste momento apenas trabalham 21 mestres na Soflusa, encontrando-se três deles de baixa médica, mas para o serviço funcionar com qualidade deveriam existir “24 mestres”. Além disso, explicou, com a implementação do passe Navegante, em abril, a empresa introduziu uma nova escala de serviços, mas como não estava “minimamente preparada para o fluxo de passageiros”, acabou por verificar-se “um saturamento ainda maior à classe”.

Os mestres estão em greve às horas extraordinárias, depois do pré-aviso de greve do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e da Marinha Mercante, um protesto que se vai prolongar até 31 de dezembro.

Em 14 de maio, a empresa disse à Lusa, numa resposta por escrito, que abriu concurso para as vagas de mestres e “aguarda, a todo o momento, a autorização para a contratação” de mais trabalhadores. Já no dia seguinte, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, na reunião que teve com o Sindicato da Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), anunciou a contratação de seis marinheiros.

“Na reunião, o que nos foi dito é que existe já um concurso interno para passar quatro marinheiros a mestres e que foi aberto um concurso para a contratação de seis marinheiros. Consideramos que é insuficiente para enfrentar as necessidades”, disse o sindicalista Frederico Pereira.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)