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Ministro da Educação fala sobre “milagre educacional português” em programa espanhol

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Brandão Rodrigues foi entrevistado pelo "El Intermedio" e falou do investimento na Educação, que diz ser uma das grandes apostas deste Governo. “Não nos podemos esquecer como Portugal era", disse.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou que, antes do 25 de Abril, 45% da população portuguesa não sabia ler nem escrever

MÁRIO CRUZ/LUSA

Tiago Brandão Rodrigues deu recentemente uma entrevista, em Lisboa, a um programa de televisão espanhol sobre o sucesso do programa educacional português que, nas últimas 30 décadas, conseguiu reduzir drasticamente a percentagem de analfabetismo no país. Classificando a Educação em Portugal como uma “referência” a nível europeu, o “El Intermedio” perguntou ao ministro português sobre o “milagre educacional português” as apostas deste Governo para a área. A entrevista tornou-se muito popular nas redes sociais em Espanha, com muitos espanhóis a elogiarem Brandão Rodrigues.

Na entrevista, disponibilizada esta segunda-feira, o ministro começou por dizer que, entre 2011 e 2015, o investimento na Educação em Portugal baixou mais de mil milhões de euros e que foi necessário mudar isso. “Foi necessário aumentá-lo e ter um discurso muito claro de que temos uma aposta muito forte na política para a Educação, que se baseia numa escola pública de qualidade”, afirmou Brandão Rodrigues.

Essa aposta reflete-se num investimento de 5,5% do PIB na Educação, um valor que, como lembrou o jornalista do “El Intermedio”, é superior ao de Espanha e ao da média europeia. “É necessário dinheiro e há que injetar dinheiro, até um determinado ponto”, disse o ministro, classificando a percentagem de investimento como “boa” e frisando que esta “resulta da recuperação e do investimento” que o Governo fez “na Educação nos últimos anos”.

“Não nos podemos esquecer como Portugal era”, disse ainda Brandão Rodrigues, lembrando que, antes do 25 de Abril, 45% dos portugueses “não sabia ler nem escrever, não sabia o que era um número e não conseguia marcar um número no telefone”.

Sobre os cortes nos colégios privados com contratos de associação, Brandão Rodrigues afirmou que, nesse aspeto, “a lei é muito clara. Os colégios com contratos de associação só devem existir onde não há escola pública. Limitamo-nos a cumprir a lei. Acreditamos que a escolha pública deve estar entre as prioridades do Estado e, como funcionários públicos, devemos oferecer educação a todos os estudantes”, afirmou.

No Twitter, surgiram muitos comentários positivos à entrevista de Tiago Brandão Rodrigues. “Impressionante a entrevista do ministro da Educação português”, escreveu uma utilizadora, admitindo que gostava de ter um governante assim em Espanha. Um utilizador chamou a Brandão Rodrigues um “ministro com maiúscula”, enquanto outra utilizadora disse gostar cada vez mais dos de Portugal.

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