As preparações para a greve dos motoristas de matérias perigosas, com data de início marcada para 12 de agosto, estão a avançar, segundo garantiram ao Jornal de Negócios a ANA — Aeroportos de Portugal e a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO). Em concreto, há planos de contingência preparados para garantir que nenhum voo seja cancelado, por exemplo (link disponível para assinantes).

“De alguma forma, desde a última greve foi criada uma melhor rede de comunicação, de modo a que a operacionalização dos planos de contingência fluam da melhor forma”, assegurou ao Negócios João Reis, presidente da APETRO, referindo-se à paralisação de abril. As gasolineiras, diz, “já estão a trabalhar para tentar que os postos de abastecimento estejam na sua capacidade máxima antes da greve”.

Isso significa que os postos de combustível terão capacidade para responder à procura durante os primeiros dois ou três dias da greve, explica o jornal. Para lá disso, “não é possível saber”, admite João Reis.

Os voos marcados, contudo, estarão assegurados. Isso mesmo confirmou a própria ANA ao económico, expressando convicção de que os serviços mínimos deverão abranger esta área. E se não vierem a ser cumpridos pelos motoristas, a empresa responsável pelos aeroportos portugueses tem uma alternativa.

A ANA, as companhias aéreas e os outros atores do setor têm planos para mitigar as consequências de todo o tipo de contingências”, afirmou fonte oficial da empresa.

“Pela natureza, e para garantir a sua eficiência, estes planos não são públicos”, acrescentou a ANA.

A somar-se a esta preparação estão os próprios planos de contingência do Governo. O secretário de Estado da Energia, João Galamba, já tinha garantido em julho, em entrevista à TSF, que está a ser preparado um plano de ação. O Executivo comprometeu-se à altura, relembra o Negócios, com a criação das “condições para, se necessário, montar um sistema logístico alternativo de distribuição de combustíveis no caso de não haver o cumprimento de serviços mínimos”.