Quase 72 horas depois do começo da greve, os motoristas mantêm a posição: “Nem um passo atrás”. O terceiro dia da protestos ficou marcado pela denúncia — por parte de Pardal Henriques — da detenção de vários motoristas, tendo depois a GNR esclarecido que os trabalhadores foram apenas “notificados”. Ao mesmo tempo, o PSD reagia e acusava o Governo de ser parte do problema e não da solução. Pardal Henriques “desafiou” ainda a ANTRAM para uma reunião esta quinta-feira, pelas 15h00, na DGERT. Matias de Almeida começou por não confirmar a sua presença e disse que “prestava declarações depois de apresentar um documento ao Governo”.

Ao final da noite, chegava por fim o acordo entre FECTRANS e ANTRAM, um memorando de entendimento saudado por António Costa e criticado por Pardal Henriques, que acusou o Governo de “patrocinar com pompa e circunstância” um acordo “à revelia dos motoristas” e que não satisfaz as suas pretensões — prevê-se um aumento mínimo de 120 euros a partir de 2020. Quanto ao desafio lançado pelo advogado que representa o sindicato, a ANTRAM diz que “não estão as reunidas as condições” para se reunirem. As negociações continuam. A greve também.

Veja na galeria acima as fotos do Observador que mostram como foi aquele que já é o terceiro dia da greve dos motoristas.