O pavilhão multiusos em Vila Nova de Gaia, um projeto cujo concurso público foi aprovado esta segunda-feira em reunião camarária, estará pronto em 2022, indicou o presidente da autarquia.

A proposta que prevê a abertura do concurso público internacional para a construção de um pavilhão multiusos na zona dos Arcos do Sardão, no valor de oito milhões de euros, foi esta tarde aprovada com os votos favoráveis da maioria PS e duas abstenções do PSD.

Os sociais-democratas, além de questionarem “a utilidade e prioridade desta obra para os gaienses”, questionaram a cabimentação do projeto e consideraram que a Assembleia Municipal não está a ser respeitada porque, lê-se numa declaração de voto partilhada pelo vereador Cancela Moura, este órgão “a seu tempo terá a competência para aprovar aquele instrumento de gestão financeira, e anunciar já um grande investimento que não passa tão-só, pelas razões aduzidas, de uma manifestação de vontade”.

Em resposta, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, apontou que “a dotação orçamental só é ativada no momento da adjudicação” e rejeitou a ideia de que a Assembleia Municipal esteja a ser desrespeitada.

“A Assembleia Municipal aprovou o plano para 2019 que conta com o projeto para o multiusos. Não estou a desrespeitar a Assembleia Municipal, estou a cumprir o que esta aprovou. Rejeito a tentativa do senhor vereador de passar um atestado de ilegalidade ao executivo”, disse Eduardo Vítor Rodrigues.

Já após a sessão, em resposta aos jornalistas, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, apontou que “o prazo de obra será de cerca de dois anos”, isto depois de um concurso “de nove ou 10 meses”, razão pela qual o pavilhão, estimou o autarca, “seja para o próximo mandato”.

“Estamos a falar de um equipamento adaptado para ser uma grande sala de eventos. Era, e é, um compromisso meu e de mandato, mas os ‘timings’ são o que são. Inauguração em 2022 e fica para o próximo mandato e para quem ganhar esse mandato”, disse Eduardo Vítor Rodrigues.

Em causa um equipamento com uma área bruta de implantação superior a 3.500 metros quadrados que ficará localizado junto à Estrada Nacional 222 (EN222), entre a Rua Arcos do Sardão e a Avenida Vasco da Gama. Eduardo Vítor Rodrigues adiantou aos jornalistas que para espetáculos a lotação deverá rondar as 3.000 pessoas e, como recinto desportivo, terá uma capacidade a ultrapassar os 800 espetadores. O palco e as bancadas serão amovíveis, num projeto que inclui zona de estacionamento.

“O estacionamento também servirá o metrobus e isso, sim, será de construção simultânea e mais rápido. O objetivo é inserir a avenida [Vasco da Gama, conhecida por EN222] na malha urbana, mas admito que o projeto [do metrobus] tem algo de experimental”, disse Eduardo Vítor Rodrigues.

Desta feita, o autarca referia-se a um segundo concurso internacional discutido esta tarde que visa a construção da primeira fase do corredor metrobus na avenida Vasco da Gama, num troço localizado na EN222 que compreende a extensão entre a avenida D. João II e os Arcos do Sardão e implica um investimento de cerca de 3,8 milhões de euros.

A proposta sobre a inserção de corredores bus na avenida Vasco da Gama foi aprovada por unanimidade, tal como uma outra que prevê empreitadas em 33 escolas do concelho para retirada de amianto, num investimento de 5,3 milhões de euros.

Por fim, também a proposta que visa a empreitada de requalificação da Biblioteca Municipal, orçada em cerca de 1,1 milhões de euros para ficar concluída no final de 2020, também colheu aprovação unânime.