A marca de roupa norte-americana, fundada nos anos 80, pode estar à beira da falência, segundo a Bloomberg. Em outubro de 2016 abria a primeira e até agora única loja da marca norte-americana Forever 21 em Portugal. A inauguração do estabelecimento no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, originou longas filas e muita excitação, com fotografias à data publicadas nas redes sociais que davam conta de corredores invadidos por clientes ansiosos de aceder à loja da marca, fundada em 1984.

Três anos depois a marca é notícia uma vez mais: segundo a Bloomberg, a rede de lojas de roupa Forever 21 está na iminência de entrar num processo conhecido por Chapter 11, o que na legislação norte-americana significa uma espécie de pré-falência em que se suspendem as dívidas da empresa para lhe dar uma oportunidade de se reestruturar, tentando evitar a insolvência. O pior é que as negociações com possíveis financiadores estão paradas, garantem àquela agência de notícias fontes próximas do processo.

A Bloomberg, citada pelo El País, assegura que, nesta fase do campeonato, a única alternativa da empresa norte-americana passa por declarar este Chapter 11 — um pedido pode pode ajudar a marca a livrar-se de lojas não rentáveis –, ainda que não esteja completamente fora de hipótese um acordo de financiamento de última hora. Os representantes da marca não quiseram prestar quaisquer declarações à agência.

Em 2016, o Observador escrevia que a loja lisboeta, que ocupa mil metros quadrados do piso 1 do Centro Comercial Colombo, era um dos 600 espaços que a marca esperava abrir em todo o mundo num espaço de três anos — atualmente, a Forever 21 tem mais de 800 lojas nos EUA, na Europa, na Ásia e na América Latina. O El País acrescenta que, em 2017, a marca faturou cerca de 3,4 mil milhões de dólares.